ELEIÇÕES 2026

MP Eleitoral contesta 974 candidaturas; São Paulo concentra 557 casos

Mais de 70% das impugnações envolvem candidatos a deputado estadual e federal

MP Eleitoral contesta 974 candidaturas; São Paulo concentra 557 casos
ustiça Eleitoral deve concluir a análise dos registros até 14 de setembro. Crédito: Roberto Jayme/TSE

O Ministério Público Eleitoral contestou 974 registros de candidatura apresentados para as Eleições 2026 em todo o país. O balanço parcial reúne ações e pareceres apresentados até quarta-feira (26). A decisão sobre a manutenção das candidaturas cabe à Justiça Eleitoral.

São Paulo concentra 557 impugnações, mais da metade do total nacional. Na sequência aparecem Maranhão, com 55; Minas Gerais, 41; Paraíba, 39; Distrito Federal, 33; Bahia, 31; Acre, 22; Goiás, 20; Paraná, 19; Amapá, 17; Rio de Janeiro, 15; Espírito Santo e Rio Grande do Sul, 13 cada; Roraima e Tocantins, 12; Mato Grosso do Sul e Pernambuco, 10.

Amazonas e Rio Grande do Norte têm nove casos cada; Piauí, oito; Mato Grosso e Rondônia, seis; Alagoas e Pará, cinco; Ceará, três; Santa Catarina, dois; e Sergipe, um. Os números ainda podem aumentar.

Mais de 70% das impugnações envolvem registros para deputado estadual e federal. Entre os motivos apontados estão condenações criminais, improbidade administrativa, abuso de poder político ou econômico, falta de filiação partidária ou quitação eleitoral, problemas na prestação de contas e descumprimento de prazos para afastamento de cargos.

Na disputa pela Presidência, a Procuradoria-Geral Eleitoral contestou a candidatura de Pablo Marçal. O órgão sustenta que ele está inelegível até 2032 por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024 e aponta falta de comprovação de filiação partidária. O TSE suspendeu, por liminar, seu acesso a recursos públicos de campanha e à propaganda eleitoral gratuita enquanto analisa o registro.

Há ainda pelo menos nove ações contra candidatos a governador e vice em seis estados e no Distrito Federal. Entre os casos estão José Roberto Arruda, candidato ao governo do DF, e Garotinho, no Rio de Janeiro.

O MP também apresentou impugnações relacionadas a supostos vínculos com organizações criminosas: sete no Rio, duas em São Paulo e uma contra Binho Galinha, candidato a deputado estadual na Bahia.

Também foram contestados 13 Demonstrativos de Regularidade dos Atos Partidários (Draps): quatro no Paraná, três em São Paulo, três na Bahia e um no DF, Acre e Minas Gerais. Os casos envolvem principalmente cota de gênero e prestação de contas. A Justiça Eleitoral deve concluir a análise dos registros até 14 de setembro.