Correio da Manhã
JORNAL DO SERVIDOR

Servidores do IBGE discutem greve a partir de 5 de agosto

Servidores do IBGE discutem greve a partir de 5 de agosto
Assembleias ao longo de julho vão decidir sobre paralisação Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) podem iniciar uma greve nacional a partir de 5 de agosto. O cronograma de mobilização foi aprovado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística (Assibge-SN), que prevê assembleias ao longo de julho para deliberar sobre a paralisação nos estados. Segundo a entidade, o movimento é motivado por medidas consideradas de precarização das condições de trabalho e pela condução da atual presidência do instituto. Três núcleos de servidores no Rio de Janeiro já decretaram estado de greve. Caso seja aprovada nas assembleias estaduais, a paralisação poderá afetar atividades do IBGE, responsável pela produção de indicadores econômicos, sociais e demográficos do país.

 

Regras de remuneração ao CGIBS

Regras de remuneração ao CGIBS
Projeto é de autoria da Deputada Federal, Bruna Zanatta (PL/SC) Crédito: Câmara dos Deputados

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) apresentou o Projeto de Lei Complementar 211/2026 para impor regras de remuneração ao Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). A proposta determina que os pagamentos respeitem o teto constitucional, proíbe jetons e outras gratificações por participação em reuniões, veda a acumulação de remunerações e amplia as exigências de transparência. O texto também prevê responsabilização e devolução de valores pagos em desacordo com as novas regras.

Negociação coletiva no serviço público

A votação do PL 1893/26, que regulamenta a negociação coletiva no serviço público, ficou para depois do recesso parlamentar. Sem consenso sobre o substitutivo apresentado pelo relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), o texto não será analisado pela Câmara antes da pausa legislativa. Centrais sindicais defendem a aprovação da proposta original enviada pelo governo, alegando que ela resulta de acordo construído entre Executivo, servidores e entidades representativas.

Nível Superior para o cargo de Escrevente do TJ

O Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (SindUni) lançou mobilização em apoio à Emenda nº 30 ao Projeto de Lei 407/2026, da LDO paulista. A proposta prevê recursos para implantar a exigência de nível superior no cargo de Escrevente Técnico Judiciário do TJ-SP. A entidade orienta servidores a enviarem e-mails aos deputados da Alesp e a aderirem a um abaixo-assinado eletrônico em defesa da medida.

Novos Servidores I

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) irá nomear, até o começo de agosto, 30 servidores aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Segundo a autarquia, os novos servidores começarão a atuar em setembro. Este reforço na CVM faz parte do Plano Emergencial de Reestruturação da autarquia, homologado pelo STF.

Novos Servidores II

O plano estabelece a recomposição do quadro de pessoal por meio da nomeação de novos servidores e do aproveitamento de candidatos aprovados em concursos públicos, além de um mutirão para reduzir o estoque de processos à espera de julgamento e da modernização da infraestrutura tecnológica, com a ampliação do uso das IAs.

Cursos da Seduc‑SP I

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) abriu inscrições para cursos de pós-graduação para profissionais que fazem parte do Quadro de Servidores da Educação (QSE). O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado. Os interessados devemse manifestar e fazer a pré-inscrição até as 23h59 do dia 21 de julho.

Cursos da Seduc‑SP II

Os cursos disponíveis: Gestão Ágil e Liderança, Data Science e Inteligência Emocional, Finanças e Governança, e Experiência do Cliente Digital. Na área de educação: Educação Socioemocional, Tecnologias Emergentes e Gestão Estratégica. No campo jurídico, a formação é em Direito Digital e Proteção de Dados. Os cursos duram, em média, 18 meses.

Home Office I

O Home Office ganhou espaço no governo federal. Hoje, 107,8 mil servidores em regime híbrido ou integral, o que representa 24% dos elegíveis. O modelo, que cresceu 28% desde o final de 2024, substitui o controle de ponto eletrônico pelo Programa de Gestão e Desempenho (PGD), focado inteiramente no cumprimento de metas e resultados.

Home Office II

Especialistas dizem que a eficiência pública deve ser medida pelo resultado ao cidadão, não apenas por conveniência. O desafio é equilibrar metas com a qualidade do serviço. Segundo o Ministério da Gestão, auditorias do TCU confirmam que órgãos federais aprimoraram os mecanismos de controle e o desempenho dos servidores.