A Defensoria Pública da União (DPU) criou um programa para ajudar mulheres que sofrem com a retirada internacional de seus filhos e àquelas que, igualmente vítimas de violência doméstica, voltaram ao Brasil com seus filhos e depois enfrentam pedidos para devolver as crianças ao país estrangeiro, com base na Convenção de Haia, de 1980.
O programa da garante acesso à justiça e proteção dos direitos dessas mulheres, sem importar a renda. O atendimento é feito por especialistas da Defensoria Pública da União (DPU) em todo o Brasil, inclusive por canais online em locais onde não há unidades físicas.
O Programa Nacional de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica Acusadas de Subtração Internacional de Crianças foi oficializado pelo defensor público-geral federal, Leonardo Cardoso de Magalhães. Ele também criou um setor específico dentro da DPU para organizar melhor a atuação em três áreas:
* novo programa de apoio às mulheres,
* programa nacional contra a violência de gênero,
* função da Defensoria como órgão responsável no Brasil pela Convenção de Haia sobre pensão alimentícia internacional para crianças e familiares.
Segundo a DPU, essa iniciativa segue tratados internacionais de direitos humanos, como:
* na Convenção de Haia,
* na Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW),
* na Convenção de Belém do Pará.
Decisões de cortes superiores
O programa, segundo a DPU, está em sintonia com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), de agosto de 2025, que reconhecem a violência doméstica como um fator importante na análise de pedidos de retorno internacional de crianças.