Funcionalismo Público

Manifesto pede valorização do serviço público e alerta para riscos

Instituições alertam para polaridade de propostas eleitorais no 2º turno

Manifesto pede valorização do serviço público e alerta para riscos
Documento reúne 13 entidades em defesa da valorização dos servidores Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Às vésperas do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25), 13 entidades representativas de servidores federais divulgaram manifesto sobre os impactos dos projetos de Estado em disputa para o funcionalismo, os direitos trabalhistas e a prestação de serviços à população. Publicado na terça-feira (20), o documento alerta para propostas de reforma administrativa que, segundo as organizações, podem comprometer a estabilidade, precarizar vínculos e enfraquecer a atuação do Poder Público.

O texto critica medidas de redução da máquina estatal, citando a experiência argentina sob o governo de Milei. O presidente assinou um decreto que institui um plano de demissão voluntária que pode atingir 21 mil servidores. Desde janeiro de 2023, o governo argentino fechou 77 mil vagas no setor público.

As entidades também alertam para riscos de congelamento ou redução salarial, restrições a concursos e demissões em larga escala. Segundo o manifesto, essas medidas podem comprometer carreiras, conhecimento técnico e a capacidade de resposta do Estado às necessidades da população.

Outro ponto destacado é a negociação coletiva e a liberdade sindical. Para as organizações, o enfraquecimento das entidades representativas e a restrição ao diálogo ameaçam conquistas históricas e dificultam a solução negociada de conflitos entre servidores e governos.

Segundo as entidades, o governo anterior foi marcado por conflitos com o funcionalismo, restrições à negociação e perda de poder de compra. Já a administração atual retomou negociações, concedeu reajustes e reabriu espaços de diálogo sobre condições de trabalho e valorização das carreiras, embora persistam desafios. O manifesto também alerta que cortes no orçamento e nos gastos sociais podem prejudicar políticas de transferência de renda, moradia, fornecimento de medicamentos e educação.

Para as entidades, defender o serviço público significa preservar a democracia e a capacidade estatal de formular e executar políticas públicas. Assinam o manifesto Sindifisco Nacional, Sinditamaraty, Anesp, Afipea Sindical, SINDPFA, Sinait, Assecor, ADB Sindical, Unacon Sindical, Anfip, Anffa, Andeps e Sindsusep.