Funcionalismo Público

Servidores da Justiça mobilizam contra risco de atraso salarial

CJF não garante pagamentos integrais, e sindicatos temem atrasos no fim do ano

Servidores da Justiça mobilizam contra risco de atraso salarial
Servidores cobram garantias de pagamento e ameaçam ampliar mobilizações Crédito: Divulgação

Servidores do Judiciário Federal intensificaram a mobilização em diferentes estados diante do risco de atraso no pagamento de salários e benefícios no fim do ano. No Rio Grande do Sul, houve paralisação em 14 de outubro, com ato em Porto Alegre e atividades em 11 cidades do interior. Em São Paulo, o Sintrajud anunciou que uma paralisação por tempo indeterminado poderá começar nesta quarta-feira (21) na Justiça Federal e no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), caso decisões orçamentárias provoquem cortes ou atrasos.

A mobilização ocorre após o Conselho da Justiça Federal (CJF) informar que acompanha a execução orçamentária, mas não apresentar garantias de pagamento integral das verbas de novembro e dezembro. Os sindicatos cobram medidas para assegurar salários e benefícios em dia. O risco, porém, não significa que os pagamentos já tenham sido atrasados.

No Rio Grande do Sul, o Sintrajufe/RS organizou ato em frente ao TRF-4, em Porto Alegre, além de atividades em 11 cidades do interior. A categoria cobrou garantias de pagamento integral e em dia.

Em São Paulo, o Sintrajud aprovou estado de greve e assembleia permanente. A paralisação prevista para 21 de outubro depende de eventual decisão do CJF que provoque cortes ou atrasos. O sindicato também convocou vigília para acompanhar a reunião do Conselho.

No Paraná, o Sinjuspar manteve o estado de greve e poderá ampliar a mobilização caso haja prejuízos aos pagamentos. Em Santa Catarina, o Sintrajusc convocou atos para cobrar garantias.

No Rio de Janeiro, o Sisejufe pediu reunião com a administração do TRF-2 para esclarecer se as restrições orçamentárias podem afetar os pagamentos. Nesses estados, há articulação sindical ou possibilidade de greve, não confirmação de paralisações já realizadas.

As entidades citam déficit estimado em R$ 266 milhões na Justiça Federal e questionam a distribuição de recursos diante de despesas com vantagens e pagamentos retroativos a magistrados. Os sindicatos cobram transparência sobre o orçamento e medidas para evitar prejuízos aos servidores. O valor do déficit precisa ser esclarecido pela administração judiciária.