Por: Andre Souza

Reajustes salariais de servidores estaduais avançam de forma desigual em 2026

Assembleia Legislativa da Bahia | Foto: Divulgação Assembleia da Bahia

O Distrito Federal e os Estados brasileiros têm se comportado de forma diferente em 2026 diante dos pedidos de reajuste salarial dos servidores públicos. Levantamento feito pelo Correio da Manhã mostra que, enquanto alguns governos já concederam aumentos ou ampliaram benefícios, outros ainda discutem propostas ou não apresentaram um reajuste geral para todo o funcionalismo.

Entre os estados que já anunciaram medidas, o Acre aumentou o auxílio-alimentação para R$ 800. Em Alagoas, foi aprovado reajuste linear de 6%, válido a partir de maio de 2026. O Amapá concedeu 5,4% aos profissionais da educação e elevou em 50% o auxílio-alimentação dos servidores. No Amazonas, houve reajustes específicos, incluindo aumento de 12,13% para servidores da saúde e progressões funcionais.

Na Bahia, os reajustes variam entre 10,2% e 22,1%, pagos de forma parcelada entre 2025 e 2026. Profissionais da saúde receberam 13,63%, enquanto servidores do Legislativo tiveram 4,5% em novembro de 2025 e mais 4,5% em maio de 2026. O Ceará aplicou reajuste total de 5%, iniciado em 4,26% e concluído em maio de 2026. No Distrito Federal, os aumentos vão de 3,5% para o quadro geral até 28,4% para as forças de segurança.

O Espírito Santo aprovou reajuste linear de 4%, com início em julho de 2026. O Maranhão concedeu aumento de 10% para professores e outras categorias. Mato Grosso e Minas Gerais aplicaram Revisão Geral Anual de 5,4%, sendo o reajuste mineiro retroativo a janeiro. O Pará aprovou aumento de 6% para mais de 160 mil servidores, e a Paraíba anunciou reajuste linear de 10%.

No Paraná, o reajuste de 5% passa a valer em maio. Pernambuco aumentou o vale-refeição em 9,09%. O Piauí concedeu reajuste de 5,6% a partir de maio de 2026. No Rio Grande do Sul, o magistério recebeu 6,27%, retroativo a janeiro de 2025. Rondônia aplicou 5,5% aos servidores efetivos da Assembleia Legislativa, além de aumentos setoriais para carreiras específicas, mas ainda não há reajuste geral para os demais servidores; e Roraima concedeu 5,04% em março de 2026.

Santa Catarina aprovou reajuste de 5,4% para professores, retroativo a janeiro, além de aumentos de até 11% em outras categorias. Sergipe autorizou reajustes entre 4,26% e 7%. O Tocantins aplicou Revisão Geral Anual de 3,9% e aumentou o auxílio-alimentação.

Em negociação

Alguns estados ainda negociam reajustes. Goiás analisa proposta de 4,26%. Mato Grosso do Sul discute aumento de 3,81% para 2026, além de reajuste anterior de 5%. No Rio de Janeiro, o orçamento estadual permite o pagamento de parcelas restantes da recomposição salarial. Em São Paulo, foi aprovado reajuste de 10% para as polícias, enquanto outras categorias seguem em negociação, com proposta de 15,38% apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps).

Entre os estados sem definição clara de reajuste geral está o Rio Grande do Norte, onde não há reajuste geral para todos os servidores; professores estaduais terão aumento de 5,4% em 2026, enquanto outras categorias seguem em negociação.

O cenário mostra que cada estado tem adotado soluções próprias, de acordo com sua situação financeira e com as negociações feitas com os servidores ao longo de 2026. Até o fechamento desta edição, outras propostas podem ter sido protocoladas ou definidas pelos Governos.