Por: POR ANDRE SOUZA

Canetas emagrecedoras pressionam planos de saúde

Mercado prevê aumento de até 11% nos planos empresariais | Foto: Ilustração / Imagem gerada por IA

Planos de saúde empresariais devem registrar novos reajustes em 2026, pressionados pela alta dos custos médicos. Estimativas apontam aumentos entre 8% e 11%, acima da inflação. Entre os fatores, ganham peso as chamadas "canetas emagrecedoras" e outros medicamentos de alto custo, que elevam as despesas das operadoras. Mesmo sem cobertura obrigatória, esses tratamentos aumentam a procura pelo sistema. O avanço dessas terapias, somado ao uso mais frequente dos planos, tende a impactar empresas e beneficiários nos próximos reajustes. O último aumento da Agência Nacional de Saúde Suplementar(ANS), que regula e fiscaliza o mercado de planos de saúde, foi de 6,06% em 2025. Planos empresariais não têm teto fixo.

 

Reajuste nos planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está com consulta pública aberta até 16 de maio, pelo site oficial, para revisar contratos entre operadoras e prestadores, como hospitais, clínicas e médicos. A proposta inclui discutir índices de reajuste em casos específicos, o que pode elevar custos do setor e pressionar as mensalidades. O reajuste anual dos planos de saúde deve ser anunciado em junho pelo órgão.

Ata do Copom I

Ata do Copom divulgada na terça(5) pelo Banco Central deixou em aberto o rumo da Selic após o corte para 14,50%, destacando que o ciclo dependerá de novos dados sobre inflação e cenário externo. O comitê apontou incertezas e sinais divergentes na economia, o que exige cautela na condução da política monetária.

Ata do Copom II

Apesar disso, o Comitê de Política Monetária manteve balanço de riscos e indicou que novos cortes são possíveis, ainda que graduais. O mercado projeta redução contínua dos juros, com a Selic perto de 13% no fim do ano, mas não descarta ajustes maiores ou até pausa, conforme evolução da inflação e do cenário internacional.

Novo Desenrola I

Grandes bancos iniciaram a liberação de canais para adesão ao Novo Desenrola, permitindo que clientes consultem e solicitem renegociação diretamente em aplicativos, sites e centrais de atendimento. Itaú, Bradesco e C6 Bank já operam o serviço, enquanto Santander realiza testes e demais instituições ainda organizam cronograma.

Novo Desenrola II

O programa de renegociação depende da ativação do FGO, que garante parte das perdas das instituições e viabiliza os acordos. As condições incluem descontos entre 30%-90%, juros limitados a 1,99% ao mês e dívidas até janeiro/2026. A iniciativa tem quatro frentes: famílias, Fies, empresas e produtores rurais, com regras distintas.

Embraer vende aeronaves a Emirados

Aeronave C-390 Millennium, fabricada pela Embraer | Foto: Divulgação / Embraer

A Embraer assinou contrato com o Conselho Tawazun dos Emirados Árabes Unidos para a venda de até 10 aeronaves C-390 Millennium, com opção de compra de mais 10 unidades adicionais, em um acordo estratégico no setor de defesa. O negócio reforça a presença da fabricante brasileira no Oriente Médio e amplia a cooperação militar entre os países, incluindo manutenção, suporte logístico e possível transferência de tecnologia. Embora o valor oficial não tenha sido divulgado, estimativas de mercado apontam para cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões), dependendo das opções.

Locação de máquinas e equipamentos

Estudo da KPMG, uma das maiores empresas globais de auditoria, aponta que o mercado brasileiro de locação de máquinas e equipamentos movimenta cerca de R$ 49 bi ao ano. O setor reúne 50 mil empresas, gera mais de 200 mil empregos e cresce mesmo com juros altos e desaceleração. O segmento será destaque na ANALOC Rental Show 2026, em São Paulo, de 6 a 8 de julho.

Dinheiro na conta I

Na quinta-feira(7), o Santander, um dos maiores bancos do país, paga R$ 2 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas. Os valores são de R$ 0,25 por ação ordinária, R$ 0,28 por preferencial e R$ 0,53 por Unit. Terão direito os investidores com posição em 20 de abril (data-com).

Dinheiro na conta II

A Log Commercial Properties, empresa de galpões logísticos, aprovou o pagamento de dividendos de R$ 0,36 por ação, com distribuição prevista para 30 de junho de 2026. Terão direito a receber o provento os acionistas com posição em 13 de maio (data-com). A companhia também reportou lucro recorde de R$ 134 milhões no 1T26.