Por: POR ANDRE SOUZA

CORREIO ECONÔMICO Guerra faz cair exportações do Brasil ao Oriente Médio em 26%

As exportações brasileiras para o Oriente Médio registraram queda de 26% em março, primeiro mês do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O valor embarcado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões) para US$ 882 milhões (R$ 4,4 bilhões) na comparação anual. O impacto atingiu principalmente o agronegócio: as vendas de carne suína caíram 59%, as de frango — principal produto exportado — recuaram 22%, e a soja teve redução de 25%. Apesar da retração, o governo afirma que ainda é cedo para atribuir todos os efeitos diretamente à guerra.

 

Fundo de Participação dos Estados

O Tesouro Nacional divulgou na quarta-feira (8) a distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) em abril, com repasses de R$ 7,6 bilhões aos estados e ao Distrito Federal. Os valores seguem os coeficientes de participação e incluem deduções obrigatórias, como a parcela do FUNDEB. As transferências são feitas em três parcelas decendiais ao longo do mês, garantindo recursos para serviços públicos e políticas estaduais.

Estímulo à produção de Fertilizantes

Projeto do deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que tramita na Câmara, propõe a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e deve incluir fertilizantes entre os insumos prioritários. O texto é o PL nº 2.780/2024 e busca reduzir a dependência externa brasileira. Nas últimas décadas, o Brasil se tornou um grande importador mundial de fertilizantes, sendo 45,5 milhões de toneladas só em 2025. A inclusão no projeto pretende estimular produção nacional e diminuir riscos ao agronegócio, altamente dependente desses insumos.

Brasil é importador de fertilizantes

Em 2025, o Brasil manteve forte déficit na balança comercial de fertilizantes. O país importou cerca de 45,5 milhões de toneladas, recorde histórico, enquanto as exportações foram pontuais. As compras externas somaram aproximadamente US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 83 bilhões). Os principais fornecedores foram Rússia, China, Canadá, Marrocos e EUA, responsáveis pelo envio de insumos usados pelo agro nacional.

Banco Digimais

O BTG Pactual confirmou que firmou acordo para adquirir o controle do Banco Digimais, instituição ligada ao empresário e líder religioso Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus. O valor não foi divulgado e a conclusão da operação depende de aprovações regulatórias, como o Banco Central e o CADE.

Dólar caindo

O dólar comercial caiu para R$ 5,08 na quarta-feira (8), seu menor patamar em quase dois anos, impulsionado pelo otimismo com a trégua entre EUA e Irã. O valor supera a mínima recente de R$ 5,38 registrada em 2025, evidenciando a valorização do real frente ao dólar no último período.

Investimentos no RJ

O estudo "Panorama dos Investimentos", da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), projeta que o RJ pode receber R$ 526,3 bilhões em investimentos públicos e privados até 2028, distribuídos em obras já em andamento e projetos potenciais, com participação de capital estrangeiro.

Negócios no RJ

Segundo a Firjan, o volume planejado de investimentos reforça o papel do Rio como hub energético e logístico, podendo gerar mais de 600 mil empregos por ano na implementação dos projetos. A expectativa é ampliar a competitividade do estado, atrair novas empresas de tecnologia, infraestrutura e serviços.

Dívidas de empresas

O Banco Central divulgou na quarta-feira (8) que a inadimplência da carteira de crédito de pessoas jurídicas ficou em 2,6% em fevereiro de 2026, medindo empréstimos com mais de 90 dias em atraso. O índice reflete as dificuldades de pagamento das empresas no atual cenário econômico.

Malha fina

Mais de 880 mil declarações do IRPF 2026 foram retidas na malha fina, segundo a Receita Federal — 11% de todas as entregues até agora. Esse aumento, comparado ao ano anterior, indica divergências entre os dados informados pelos contribuintes e os registros oficiais. Quem cai na malha fina precisa corrigir para evitar penalidades.