Para auxiliar o setor produtivo brasileiro a lidar com um cenário internacional marcado por mudanças geopolíticas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou o Radar Geopolítico da Indústria. A publicação inédita funciona como um guia estratégico na tomada de decisão empresarial até 2027, conectando análises da CNI a levantamentos globais de referência, como o Global Risks Report 2026 do Fórum Econômico Mundial, dados da CEPAL e pesquisas do McKinsey Global Institute.
O objetivo é munir líderes empresariais com uma visão macro diante de um cenário dinâmico, auxiliando na priorização de ações, no monitoramento de riscos e na identificação de oportunidades estratégicas.
O lançamento do relatório acontece nesta tarde, no Fórum da Diplomacia Industrial, na sede da CNI, em Brasília. O encontro reúne cerca de 180 participantes, entre embaixadores de mercados estratégicos, lideranças empresariais, autoridades do governo federal e representantes da academia, para impulsionar negócios, atração de investimentos e cooperação internacional em ciência e tecnologia.
O Radar Geopolítico aborda um conjunto de questões e variáveis que podem impactar as agendas econômico-comerciais, categorizados por sinalizadores de urgência para facilitar a priorização de ações e planos de contingência pelas empresas: o sinalizador vermelho alerta para ação imediata, em temas como as tarifas adicionais dos EUA e o mecanismo do CBAM; o sinalizador amarelo indica monitoramento ativo, para o acompanhamento de fatores estruturais como o avanço da IA e a taxa Selic projetada em patamar elevado; e o sinalizador verde, que aponta oportunidades e destaca janelas promissoras para atrair investimentos, como a entrada em vigor dos acordos do Mercosul com UE, EFTA e Singapura.
Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o mapeamento inédito feito pela indústria reforça a importância de que as variáveis geopolíticas estejam nas mesas de discussão do setor produtivo. "O Radar Geopolítico da Indústria nasce para entregar aos empresários brasileiros inteligência antecipatória", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
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