Por: Da Redação

Seguro de moto ganha espaço com alta da frota no Brasil

Brasil tem 34 milhões de motos em circulação - 28% da frota nacional. | Foto: Ilustração / Imagem gerada por IA

O mercado de seguro de motocicletas no Brasil entra em 2026 sob  influência do crescimento da frota e da mudança no perfil de uso dos veículos. Segundo dados do Ministério dos Transportes, o país já ultrapassa 34 milhões de motos em circulação, o equivalente a 28% da frota nacional. O avanço está associado tanto ao aumento da mobilidade urbana quanto à expansão do trabalho por aplicativos, além de impactos diretos na segurança viária e nos custos públicos de saúde, como os registrados pelo Sistema Único de Saúde via DataSUS.

Esse cenário reforça a percepção do seguro de moto como instrumento de proteção financeira e não apenas como despesa obrigatória. Para muitos condutores, especialmente profissionais que dependem do veículo para renda diária, a apólice passa a ser considerada parte do planejamento econômico. A digitalização do setor também contribui para novas formas de contratação, com destaque para modelos mais flexíveis, personalizados e ajustados ao perfil de risco do usuário.

De acordo com análises do mercado segurador, as apólices “enxutas” ganharam espaço, especialmente aquelas que priorizam coberturas essenciais como roubo e furto, além de opções com franquias ajustáveis e serviços sob demanda. A lógica é reduzir custos sem eliminar a proteção mínima necessária. Nesse contexto, cresce a busca por comparação de propostas e uso de plataformas digitais que facilitam a cotação entre diferentes seguradoras.

A personalização se tornou um dos principais vetores dessa transformação. Em vez de pacotes padronizados, o consumidor pode selecionar coberturas específicas, como proteção contra colisões, danos a terceiros, incêndio ou eventos naturais. A definição do conjunto ideal depende do perfil de uso da motocicleta, da região de circulação e do nível de exposição ao risco. Quanto maior a cobertura escolhida, maior tende a ser o valor final da apólice.

Outro ponto é a consolidação de modelos coletivos e corporativos, utilizados principalmente por empresas de entrega e serviços. Nesse formato, múltiplas motocicletas podem ser reunidas em uma única estrutura contratual, o que facilita a gestão e pode gerar condições mais competitivas de preço, dependendo do perfil da frota.

A etapa de contratação também exige maior atenção técnica, com analise de cláusulas, limites de indenização, exclusões e condições de franquia antes da assinatura do contrato. A apólice, regulada pela Superintendência de Seguros Privados, reúne todas as informações do seguro e deve ser conferida com atenção pelo consumidor, garantindo que as coberturas contratadas estejam de acordo com o combinado.

A vistoria do veículo e os processos de renovação também influenciam diretamente o custo e a continuidade da proteção. Antes da contratação, a vistoria prévia ajuda a registrar o estado da motocicleta e evitar divergências em caso de sinistro. Já na renovação, é recomendado reavaliar coberturas e comparar novas ofertas com antecedência, para evitar interrupções na apólice e buscar condições mais adequadas ao perfil atual do condutor.

Plataformas e portais especializados como Seguroauto.org, Economize ON e Smartia vêm ampliando conteúdos educativos e comparativos sobre o tema, reforçando a importância da informação na decisão de compra. A tendência geral aponta para um mercado mais dinâmico, no qual o seguro de moto se adapta ao uso real do veículo, equilibrando custo, risco e necessidade de proteção individual.

Com informações da Folhapress