Por: Andre Souza

Salário médio do trabalhador chega a R$ 3.722 e bate recorde no primeiro trimestre

Entre 2017 e 2026, salário mínimo saiu de R$ 937 para R$ 1.621 | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. O resultado representa aumento real de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação. Na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro, quando a média era de R$ 3.702, houve nova alta. Frente ao último trimestre de 2025, com rendimento de R$ 3.662, o avanço foi de 1,6%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram crescimento da renda acompanhado por redução do desemprego e da informalidade no país no início de 2026.

Entre os grupos de atividade pesquisados, a maior parte manteve estabilidade nos rendimentos. Dos dez setores analisados, oito não registraram variações estatisticamente relevantes. No comércio, a renda média subiu 3%, acréscimo de R$ 86 no trimestre. Na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, o aumento foi de 2,5%, equivalente a R$ 127.

A massa de rendimento habitual, indicador que reúne a soma dos pagamentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 374,8 bilhões no trimestre encerrado em março. Em relação ao mesmo período de 2025, houve crescimento de 7,1%, o que representa R$ 24,8 bilhões a mais em circulação na economia.

Outro dado apontado pela pesquisa foi o avanço da contribuição previdenciária. A parcela de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social chegou a 66,9% dos ocupados, maior nível da série iniciada em 2012.

Ao mesmo tempo, a taxa de informalidade recuou para 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de pessoas. O índice considera empregados sem carteira assinada no setor privado, trabalhadores domésticos sem registro, empregadores sem CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026. Foi o menor índice para trimestres encerrados em março desde o início da série histórica. O número de desocupados foi estimado em 6,8 milhões de pessoas, enquanto o total de ocupados alcançou 102,5 milhões. Os dados indicam manutenção do aumento da renda média e da formalização do trabalho no período.