O custo da construção civil voltou a subir em abril no país. O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1,04% no mês, após alta de 0,36% em março. Em abril do ano passado, a variação havia sido de 0,59%. Com o resultado, o indicador acumula elevação de 2,39% em 2026 e avanço de 6,28% em 12 meses. Apesar da aceleração mensal, o acumulado anualizado ficou abaixo dos 7,52% registrados no mesmo período de 2025.
Materiais, Equipamentos e Serviços
O movimento de abril foi impulsionado principalmente pelo grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, que passou de alta de 0,27% em março para 1,35% neste mês. Dentro desse conjunto, a categoria Materiais e Equipamentos avançou 1,40%, após subir 0,28% no levantamento anterior. O resultado indica intensificação dos reajustes em insumos usados diretamente nas obras e na execução de empreendimentos residenciais, comerciais e de infraestrutura.
De acordo com a FGV, três dos quatro subgrupos de Materiais e Equipamentos registraram aceleração. O principal destaque foi em materiais para estrutura, onde a taxa saiu de 0,17% para 1,82% entre março e abril. O desempenho mostra a pressão em itens ligados às etapas centrais da construção, especialmente fundação, sustentação e estruturação dos empreendimentos.
Serviços
No grupo Serviços, a alta passou de 0,24% para 0,97% no período. O avanço foi influenciado pelo item aluguel de máquinas e equipamentos, que saiu de 0,05% para 1,87%. O resultado mostra aumento de custos operacionais nos canteiros de obras, como em atividades que dependem de locação de equipamentos pesados, transporte interno e apoio mecanizado.
Mão de Obra
A Mão de Obra também apresentou aceleração em abril. A taxa subiu 0,61%, acima dos 0,47% registrados em março. No acumulado do ano, o grupo avança 2,53%. Em 12 meses, a alta chega a 8,71%, a maior entre os três grandes segmentos pesquisados pelo índice. O resultado mantém a pressão salarial como um dos principais componentes de custo do setor.
Regiões
Todas as sete cidades que compõem o índice apresentaram avanço em suas taxas de variação em abril, segundo a FGV. Salvador liderou o ranking mensal, com alta de 2,03%, seguida por Porto Alegre, com 1,23%, e Rio de Janeiro, com 1,13%. Salvador soma 3,77% no ano e Porto Alegre, 6,88% em 12 meses. O Rio de Janeiro registra alta acumulada de 1,89% no ano e 5,13% em 12 meses.
São Paulo registrou aumento de 0,91% no mês. No acumulado do ano, a capital paulista sobe 2,13%. Em 12 meses, a alta alcança 7,08%, a maior entre todas as cidades pesquisadas.
Brasília teve avanço mensal de 0,86% e taxa acumulada de 6,31% em 12 meses. Belo Horizonte subiu 0,82% em abril e 3,56% no ano. Recife avançou 0,77% no mês e acumula 6,01% em 12 meses.
Itens em alta
Entre os itens com maior influência positiva no índice de abril, a massa de concreto avançou 4,39%, após alta de 0,10% em março. Tubos e conexões de PVC subiram 5,11%, revertendo a queda de 0,05% observada no mês anterior. Blocos de concreto aumentaram 1,48%, enquanto o cimento Portland comum teve elevação de 3,02%. Vergalhões e arames de aço ao carbono registraram alta de 0,91%.
Itens mais baratos
Os materiais para sistema de exaustão caíram 0,59%, após recuo de 0,25% em março. Mármore e granito trabalhados também apresentaram retração, com variação de -0,11%, depois de alta de 0,85% no mês anterior.
Sobre o Índice
A FGV informou que o INCC-M é calculado com base em preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. A próxima divulgação, com dados captados entre 21 de abril e 20 de maio, está prevista para 26 de maio.