Por: Andre Souza

Serviços variam 0,1% em fevereiro e retomam maior nível da série histórica

Setor de informação e comunicação teve a maior alta em fevereiro, com 1,1%. | Foto: Divulgação / Freepik

O volume de serviços no Brasil variou 0,1% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor ficou 20% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia, e voltou ao maior patamar da série histórica, igualando o nível alcançado em novembro de 2025.

Três das cinco atividades pesquisadas avançaram no mês. O principal impacto positivo veio de informação e comunicação, que cresceu 1,1%. Também houve alta em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com 0,6%, e em serviços prestados às famílias, com 1,4%.

No sentido contrário, serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,3%, enquanto outros serviços registraram queda de 0,4%.

Regiões

Regionalmente, 13 das 27 unidades da federação registraram crescimento frente a janeiro. Entre os principais avanços ficaram Rio de Janeiro (1,0%), Bahia (1,7%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Mato Grosso do Sul (4,2%). As maiores influências negativas vieram de São Paulo (-0,4%), Mato Grosso (-1,3%), Pará (-1,8%), Espírito Santo (-0,8%) e Alagoas (-2,3%).

No bimestre

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o setor de serviços cresceu 1,9% frente ao mesmo período do ano passado. Entre as atividades, informação e comunicação avançou 5,6%; serviços prestados às famílias, 3,0%; e serviços profissionais, administrativos e complementares, 2,4%. Transportes recuaram 1,0%, enquanto outros serviços caíram 0,4%.

Crescimento anual

Na comparação com fevereiro de 2025, o volume total de serviços avançou 0,5%, no 23º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. O desempenho foi puxado por informação e comunicação, com alta de 4,9%, seguido por serviços prestados às famílias, com 4,2%, e serviços profissionais, administrativos e complementares, com 0,8%. Transportes e outros serviços recuaram 2,8% cada na comparação interanual.