Por: Andre Souza

BC projeta inflação de 3% e PIB de 2,5% em 2026

Banco Central, responsável pelo funcionamento da Economia | Foto: Marcello Casal Jr. - Agência Brasil

O Banco Central do Brasil (BC) divulgou na quinta-feira(26) o Relatório de Política Monetária (RPM) de março de 2026, documento que apresenta informações sobre a condução da política econômica, a inflação, o Produto Interno Bruto (PIB) e o desempenho dos setores da economia. Publicado a cada três meses, geralmente nos meses de março, junho, setembro e dezembro, o RPM substituiu o antigo Relatório de Inflação, usado entre 1999 e 2024, e é uma das principais ferramentas de transparência do Comitê de Política Monetária (Copom). O relatório indica que a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% ao ano, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. A inflação é acompanhada mês a mês e, caso fique fora do intervalo por seis meses consecutivos, medidas corretivas devem ser divulgadas publicamente. Segundo o RPM, o PIB brasileiro deve crescer 2,5% em 2026. A indústria registra crescimento moderado, puxada por alimentos, bebidas e produtos químicos, enquanto outros segmentos enfrentam custos mais altos de insumos e logística. O setor de serviços apresenta aumento consistente, impulsionado por comércio, transporte e atividades financeiras. O agronegócio se mantém estável, com soja e milho registrando aumento de produtividade em condições climáticas favoráveis, enquanto feijão, arroz e parte do milho podem ser afetados por variações de chuva e temperatura. O relatório também mostra que o investimento privado cresce lentamente, influenciado pelo crédito, pelas taxas de juros e pelo cenário internacional.

Por que o RPM e importante?

O Banco Central acompanha indicadores de emprego, consumo, produção e liquidez para orientar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, revisada a cada 45 dias pelo Copom.

Como o RPM apresenta dados detalhados sobre o PIB, setores da economia e fatores que afetam os preços, a análise permite o acompanhamento da evolução econômica e do comportamento da inflação com base em indicadores oficiais. Serve também como parâmetro para verificar o ritmo de alta dos preços(alimentos, combustível, aluguel e serviços) e os juros do crédito, dos financiamentos e empréstimos para consumidores e empresas.

O documento inclui ainda informações sobre o desempenho da indústria, dos serviços, do agronegócio e do investimento privado, sem emitir opiniões ou previsões sobre medidas futuras do Banco Central.Os dados do 2º trimestre de 2026 serão divulgados em 26 de junho.