Por: Andre Souza - SP

Soja, petróleo e minério lideram exportações brasileiras no início de 2026

Novas contratações da estatal reforçam setor petróleo | Foto: Sinaval

Soja, petróleo bruto e minério de ferro foram os produtos mais exportados pelo Brasil no acumulado de janeiro até a 3ª semana de fevereiro de 2026, enquanto combustíveis minerais, fertilizantes, máquinas e equipamentos industriais lideraram as importações no mesmo período. Os dados mais recentes da balança comercial foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira(23).

O recorte mensal mostra que, apenas em fevereiro de 2026 até a terceira semana, as exportações somaram cerca de US$ 19,48 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 16,65 bilhões, garantindo superávit de US$ 2,83 bilhões no mês até então.

No acumulado do ano, que reúne todas as operações realizadas desde 1º de janeiro, o país registrou US$ 44,63 bilhões em exportações e US$ 37,46 bilhões em importações, resultando em superávit comercial de US$ 7,17 bilhões. A corrente de comércio — soma das vendas e compras internacionais — alcançou US$ 82,09 bilhões no período.

Os dados da balança comercial são divulgados semanalmente e apresentados em três recortes. O resultado semanal considera apenas as operações daquela semana específica; o mensal reúne o desempenho parcial do mês; e o acumulado anual consolida todas as transações realizadas desde o início do ano. Os números destacados neste balanço correspondem ao acumulado anual até a terceira semana de fevereiro.

Pelo lado das exportações, os produtos básicos seguem predominando na pauta brasileira. A soja permanece como principal item vendido ao exterior, seguida pelo petróleo bruto e pelo minério de ferro, refletindo o peso do agronegócio e da indústria extrativa na geração de receitas externas do país.

Já no recorte das importações, o Brasil concentrou compras em produtos ligados à produção e ao abastecimento energético. Combustíveis minerais aparecem entre os principais itens adquiridos, além de fertilizantes utilizados pelo setor agropecuário e máquinas e equipamentos industriais destinados à ampliação e manutenção da atividade produtiva nacional.

Na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 14,5%, enquanto as importações permaneceram praticamente estáveis, movimento que contribuiu para a ampliação do saldo positivo da balança comercial no início de 2026.

Além da soja, do petróleo bruto e do minério de ferro, entram a lista de produtos mais exportados a celulose, carnes, café, açúcar e milho. Já na lista de importações, além de combustíveis minerais, fertilizantes, máquinas e equipamentos industriais, o Brasil adquiriu produtos químicos, componentes eletrônicos, veículos, medicamentos e plásticos.

Parceiros comerciais

O comércio exterior brasileiro permanece concentrado em um grupo reduzido de parceiros estratégicos. No acumulado de janeiro até a terceira semana de fevereiro de 2026, a China liderou como principal destino das exportações brasileiras, seguida por Estados Unidos, Argentina, Países Baixos (Holanda) e Espanha. Pelo lado das importações, a China também ocupou a primeira posição como maior fornecedora de produtos ao Brasil, à frente de Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Índia.