O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recepcionou as delegações de sete países que vão acompanhar de perto os debates da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), que acaba amanhã (5), em São Paulo. São observadores internacionais de Angola, Alemanha, Cabo Verde, Espanha, Paraguai, Peru e Uruguai.
De acordo com Marinho, a presença de parceiros internacionais reforça a ideia de que os desafios do mundo do trabalho são globais e que as soluções devem ser construídas com base na cooperação, solidariedade e compromisso multilateral.
"Vivemos um tempo em que o multilateralismo precisa ser renovado e fortalecido, porque há valores universais que nos unem: a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras, o direito à proteção social, a liberdade sindical, a negociação coletiva e a busca por trabalho decente para todos e todas", afirmou.
O ministro também enfatizou que a II CNT foi concebida como um espaço amplo e democrático, reunindo representantes do governo, trabalhadores e empregadores para formular diretrizes para as políticas públicas de trabalho, emprego e renda.
"O diálogo tripartite que estrutura esta conferência está alinhado com a melhor tradição das instituições trabalhistas e com a convicção de que desenvolvimento econômico e justiça social não são agendas concorrentes; são agendas complementares", destacou Luiz Marinho.
Combate ao trabalho infantil na Amazônia peruana
Durante a recepção aos observadores internacionais, o ministro Luiz Marinho assinou o projeto “Rumo ao Desenvolvimento Sustentável na Amazônia Peruana: Prevenção do Trabalho Infantil e Forçado em Ucayali”.
A iniciativa visa fortalecer a cooperação entre Brasil e Peru para promover o desenvolvimento sustentável na região amazônica, com foco na erradicação do trabalho infantil e do trabalho forçado. A ação será realizada por meio do intercâmbio de experiências, assistência técnica e estreita colaboração internacional.
O projeto é fruto da Cooperação Sul-Sul Trilateral, uma parceria entre Brasil, Peru, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A diretora regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Ana Virgínia Moreira, afirmou que a assinatura do projeto demonstra a importância da cooperação internacional no enfrentamento aos desafios comuns da região, especificamente no campo da erradicação do trabalho infantil.
"A nossa região é um exemplo para o mundo. Os números mostram a redução efetiva, e é possível alcançar esse objetivo de uma região livre do trabalho infantil", afirmou.
Ana Virgínia Moreira salientou, ainda, que o Brasil dá exemplo no campo do diálogo social com a II CNT, ressaltando que a cooperação internacional permite a aprendizagem institucional, a troca de experiências e as boas práticas regionais.
Sobre a Conferência
A II Conferência Nacional do Trabalho é um espaço de debate democrático e participativo que reúne representantes dos trabalhadores, empregadores e governo. O objetivo é estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil, fortalecendo o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas.
Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego