O Brasil apresentou um saldo de 112,3 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro. O resultado foi obtido com a admissão de 2,2 milhões pessoas e 2,09 milhões de desligamentos. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Os dados trazem ajustes, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores e que são retificadas pelo ministério.
O salário médio real de admissão em janeiro, segundo o IBGE, foi de R$ 2.389,78, uma variação positiva de R$ 77,02 (3,3%) em relação a dezembro do ano passado (R$ 2.312,76). Em comparação com janeiro de 2025, o aumento foi de R$ 41,58 (1,77%).
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em janeiro. Apenas o comércio apresentou queda de 56,8 mil postos, devido a sazonalidade. Os demais tiveram aumentos. Sendo Serviços (40,2 mil), Comércio (56,8 mil), Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos), com 54,9 mil postos, Construção civil (50,5 mil) e Agropecuária, com 23,03 postos.
Regiões e estados
Em janeiro foram registrados saldos positivos em 18 das 27 unidades federativas , com destaque para Santa Catarina, com 19 mil postos de trabalho, seguido por Mato Grosso, com 18,7 mil, e Rio Grande do Sul, com 18,4 mil.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o número de vagas com carteira assinada criados em todo o país só não foi maior porque, em decorrência da sazonalidade no pós-festas de fim de ano, verificou-se um saldo negativo no Comércio, de 56,8 mil postos.
Grupos populacionais
No recorte populacional, os homens ocuparam, em janeiro, a maioria das vagas formais geradas no país. Eles foram responsáveis por preencher 94,53 mil postos, enquanto as mulheres ocuparam 17,79 mil vagas.
Na análise por faixa etária, adolescentes e jovens de até 24 anos ocuparam 99,5% dos postos: 111,80 mil vagas. Levando-se em conta o nível de escolaridade, as pessoas com nível médio completo foram as que mais preencheram vagas em janeiro (69,61 mil), seguidas daquelas com nível médio incompleto (12,76 mil).
No quesito raça, os postos foram preenchidos por pessoas pardas (76,56 mil), seguidas das brancas (33,56 mil), pretas (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).