Por: Por Martha Imenes

Parabéns? Pix por aproximação fez um ano

Em novembro, o volume ultrapassou 1 milhão de transações | Foto: Reprodução site

Criado para agilizar pagamentos, o Pix por aproximação completou um ano ainda longe de conquistar o público. Dados do Banco Central (BC) mostram que, em janeiro, a modalidade representou apenas 0,01% das transações e 0,02% do valor movimentado pelo sistema.

No mês, foram realizadas 6,33 bilhões de transferências via Pix, das quais 1,057 milhão ocorreu por aproximação — quando o celular é encostado em maquininhas ou computadores. O volume financeiro somou R$ 568,7 milhões, frente a um total de R$ 2,69 trilhões movimentados.

Segundo Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), as restrições de segurança e os limites operacionais impostos pelo BC retardam a adesão. Ainda assim, ele aponta tendência de expansão, sobretudo em empresas.

"O potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo", afirma.

Apesar da baixa participação, os números mostram avanço. Em julho de 2025, cinco meses após o lançamento, apenas 35,3 mil operações haviam sido registradas. Em novembro, o volume ultrapassou 1 milhão de transações.

O valor movimentado também cresceu: de R$ 95 mil em julho para R$ 133 milhões em dezembro.

Para evitar fraudes, o BC estabeleceu limite padrão de R$ 500 por transação quando o pagamento é feito via Google Pay, presente em mais de 80% dos celulares no país. Nos aplicativos dos bancos, os clientes podem ajustar valores máximos por operação ou por dia.

O principal diferencial da modalidade é a rapidez: basta aproximar o celular, sem necessidade de abrir aplicativo, digitar senha ou escanear QR Code. A experiência se aproxima ao uso de cartões com tecnologia NFC, reduzindo filas em estabelecimentos.

Por outro lado, algumas instituições oferecem o Pix no crédito, que permite parcelamento, mas com cobrança de juros.

O Banco Central (BC) desistiu de criar regras específicas para o Pix Parcelado, modalidade que permite dividir pagamentos via Pix com cobrança de juros, semelhante ao crédito. A decisão foi comunicada durante reunião do Fórum Pix, em Brasília, após sucessivos adiamentos.

O que motivou a desistência, segundo a autoridade monetária, foi a complexidade regulatória por conta da padronização da ferramenta, que poderia "engessar" o sistema. Com isso, o BC optou por deixar que cada instituição ofereça sua própria versão do produto, sem uma regulação centralizada.