O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da terceira quadrissemana de fevereiro de 2026 registrou alta de 0,23%, e acumula alta de 3,61% nos últimos 12 meses.
O IPC-S acompanha semanalmente a evolução dos preços ao consumidor em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Salvador e Recife.
Em todas elas, o movimento foi de desaceleração em relação às quadrissemanas anteriores, reforçando a tendência de acomodação da inflação no início de 2026.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), responsável pela pesquisa de preços, o decréscimo mostra o arrefecimento dos preços em diferentes segmentos da economia.
Capitais em destaque
• São Paulo (0,50%): maior taxa de variação, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços de curso de ensino fundamental (2,89%).
• Brasília (-0,37%): menor taxa de variação, influenciada pela forte queda no subitem passagem aérea (-13,91%).
Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação cuja taxa de variação passou de 1,58%, na segunda quadrissemana de fevereiro de 2026 para 0,33% na terceira quadrissemana de fevereiro de 2026.
Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,76% para 0,34%), Alimentação (0,34% para 0,13%) e Habitação (0,39% para 0,34%).
Em contrapartida, segundo o levantamento, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,09% para 0,17%), Vestuário (-0,78% para -0,49%), Despesas Diversas (0,33% para 0,37%) e Comunicação (0,01% para 0,02%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.
Segundo especialistas, a queda nos preços de passagens aéreas e combustíveis tem contribuído para aliviar a pressão inflacionária, enquanto itens ligados à educação e alimentação ainda apresentam avanços significativos neste período de volta às aulas e ajustes sazonais.
Renda
O IPC-S mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos mensais e funciona como termômetro da inflação no curto prazo.