Um dia após o governo federal anunciar um crédito de R$ 12 bilhões para a renovação do parque industrial brasileiro (a indústria 4.0), a Casa Correio da Manhã, em Brasília, recebeu o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Capelli (PSB).
Capelli, que é pré-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) em 2026, e foi interventor do DF na época dos ataques de 8 de janeiro, falou sobre o cenário político brasileiro e do GDF - que podem ser conferidos na coluna Correio Político, de Rudolfo Lago, nesta edição do Correio -, e o papel da ABDI, que é ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
"A ABDI é uma agência vinculada ao ministério, nós estamos agindo para tentar mitigar os efeitos das tarifas norte-americanas. Participamos, junto com o ministério, da construção do plano Brasil Soberano", conta Capelli.
Denúncia
O presidente da ABDI falou sobre a denúncia feita contra o Banco Regional de Brasília (BRB), que tem exclusividade na folha de pagamentos do GDF. Mas, no que depender de Capelli, a exclusividade está com os dias contados. "Vamos ganhar a eleição e vou derrubar um artigo da Lei Orgânica do DF que determina exclusividade de pagamento ao BRB", assegura.
Segundo ele, todos os servidores do Distrito Federal são obrigados a receber o pagamento pelo BRB, e isso acabou levando os servidores a um alto endividamento com empréstimo consignado.
"O BRB oferece consignado com juros altos, o servidor se enrola. A dívida com o banco é refinanciada e é oferecido outro empréstimo. Vira uma bola de neve", explica Capelli, que acrescenta: "E o que tem acontecido? O salário cai na conta e o BRB toma 100% do salário. Existem pessoas há meses sem salário", denuncia.