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País ostenta o maior índice de corrupção

Por Marcello Sigwalt

Pior colocação da série histórica, iniciada em 2012, o Brasil figurou na 107ª posição do Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional, ao lado dos africanos Argélia, Malauí, Nepal, Níger, e dos asiáticos Tailândia e Turquia.

Como fatores determinantes para tal deterioração tupiniquim, o relatório aponta: o silêncio do presidente petista sobre a pauta anticorrupção e a manutenção do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, no cargo, mesmo após ser indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa.

Em um de seus melhores desempenhos, o país chegou a figurar, em 2014, na 69ª posição, ao lado de Bulgária, Grécia, Itália, Romênia e Senegal. Ao cair para 34 pontos, o Brasil se colocou abaixo da média de seus pares regionais, de 42 pontos, e da média global, de 43 pontos, aproximando-se do grupo de países de regimes antidemocráticos, como a Turquia.

Se considerado o G20 (grupo das 20 maiores economias mundiais), Pindorama só ficou à frente do México e Rússia. Neste caso, o documento da Transparência faz menção a pontos de enfraquecimento do combate à corrupção, como a renegociação dos acordos de leniência da operação Lava Jato, em que réus se comprometeram a pagar multas para ressarcir danos causados por desvios éticos.

É mencionada a influência de empresários que confessaram ilícitos junto ao governo. Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do Grupo J&F, participaram, em maio, de uma reunião no Palácio do Planalto com o mandatário.