O universo de Nelson Rodrigues volta aos palcos por meio de um personagem que nasce numa pia de gafieira e cresce até virar um temido bicheiro. Em "Boca de Ouro", a mitologia do contraventor encontra o olhar de quem tenta reconstituí-lo depois de sua morte, num jogo de versões que é uma das engrenagens mais cortantes do texto. A montagem está em cartaz no Sesc Copacabana (Rua Domingos Ferreira, 160), onde segue até 22/11, às quintas e sextas (20h); e sábados e domingos (18h). Ingressos a R$ 40 e R$ 20 (meia).
NA RIBALTA: A saga de Boca de Ouro
Sherazade desconstruída
Carolina Chalita apresenta uma pergunta que desmonta a heroína das "Mil e Uma Noites": o que sobra quando uma mulher se recusa a sobreviver apenas contando histórias para um homem? Em "Eu Matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria", a atriz assina também a dramaturgia da adaptação do livro de Joumana Haddad, com direção de Miwa Yanagizawa e música ao vivo de Beto Lemos. O solo põe realidades árabes e ocidentais sob a mesma luz. Teatro Poeira (Rua S. João Batista, 104) até 27/11, às terças e quartas (20h).
Jogo de incertezas
Uma carta anônima acusa uma atriz de plágio, e é por essa fresta que Fabianna de Mello e Souza abre o solo "Adorável Face de Andronieva Petrosa", com dramaturgia de Cecília Ripoll e direção de Denise Stutz. A denúncia aciona um jogo de memória, autoria e ficção, aproximando humor e suspense. A acusação faz a personagem desconfiar até da própria lembrança. A montagem inicia temporada no Teatro Poeirinha (Rua São João Batista, 104) e permanece até 20/12, de quinta a sábado (20h) e domingos (19h).
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