Rodrigo Fonseca
Especial para o Correio da Manhã
Tem uma nata do quadrinho italiano por trás de "Uomo Ragno: Il Segreto del Vetro", bolado pelos bambas Giorgio Cavazzano e Tito Faraci lá no Velho Mundo, chegando às bancas do país em duas semanas, para dar ao aracnídeo mais famoso da cultura pop resguardo gráfico em seu retorno à telona. "O Segredo do Vidro" é um especial relacionado à época da Sereníssima, ou seja, a República de Veneza, que existiu do século 8 ao século 18. Um terrível mistério afunda suas raízes na ilha de Murano, mobilizando aquela região.
É um mistério que gira em torno do inquietante conde Alvise Gianus, cientista e alquimista que "consagrou à arte da fabricação do vidro a própria vida... e, num certo sentido, a própria morte". Só Peter Parker poderá dar conta dele, com suas teias. Essa publicação faz parte de um bonde de títulos que agita a estreia de "Homem-Aranha: Um Novo Dia" ("Spider-Man: Brand New Day"), que chega ao circuito no dia 31 com o desafio de tirar o onipotente "A Odisseia" do primeiro lugar da bilheteria mundial. Os dois contam com um mesmo trio de atores: Tom Holland, Zendaya e Jon Bernthal. Os três são coadjuvantes de luxo no épico de Christopher Nolan e vivem respectivamente Parker, Mary Jane Watson e o Justiceiro na franquia da Marvel, que terá o Hulk (Mark Ruffalo), o clã de ninjas chamado de Tentáculo e o vilão de aluguel Escorpião (Michael Mando).
A Marvel, lá fora, resolveu colocar essa turma toda no papel e aposta numa saga de HQs complementar ao filme. No miolo de "Spider-Man: Long Way Home", que saiu nos EUA na quarta, com capa de Adam Kubert, Frank Castle, o Justiceiro, está de posse de um objeto estelar chamado Cubo Cósmico. Sozinho nas selvas da América do Sul, sua missão é impedir que o artefato caia nas mãos erradas. Em seu encalço está um gigantesco monstro verde que já dizimou todo seu esquadrão. Ali, o Homem-Aranha é encarregado pela agência de espionagem S.H.I.E.L.D. de recuperar o Cubo para a organização. Mas Frank dá trabalho...
Enquanto esse material não chega aqui, outra joia que a Panini põe na roda é o encadernado "Um Novo Dia", com 232 páginas a retratarem uma mudança de ares na vida de Parker. Dan Slott, Marc Guggenheim, Salvador Larroca e Steve McNiven são os autores dessa dramaturgia.
Este mês sai o número 11 da revisitinha mensal do personagem. O time de quadrinistas ali tem Erick Arciniega, Joe Kelly, John Romita Jr., Marcio Menyz, Scott Hanna e Todd Nauck. Em suas páginas, Nova York assiste enquanto o Homem-Aranha leva a pior surra de sua vida. O que ele pode fazer para se recuperar? Tem que haver alguma coisa! Machucado e destruído após sua batalha contra o Hell Gate, Parker precisa se fortalecer se quiser sobreviver à próxima rodada. Para piorar, Mary Jane Watson também tem uma revelação para compartilhar! E os primeiros inimigos a testar a força do Aranha são o mestre da eletricidade Shocker e seus novos aliados, os Aftershocks!
No universo dos super-heróis, poucas marcas carregam o peso histórico de um número redondo. A Marvel prepara para setembro, nos Estados Unidos, a celebração da edição de número 1.000 de "Amazing Spider-Man", título que acompanha as aventuras do Homem-Aranha desde sua estreia, em 1963, e que se tornou a espinha dorsal editorial do personagem mais popular da Casa das Ideias (apelido da Marvel).
O álbum comemorativo, inserido na atual fase escrita por Joe Kelly, reunirá artistas e roteiristas que ajudaram a moldar a trajetória de Peter Parker ao longo de mais de seis décadas, numa edição concebida como um tributo ao legado do herói. Segundo a editora, a revista representará um ponto de inflexão na cronologia do Aranha e ainda apresentará um novo antagonista, Ravage, preparado para inaugurar uma nova etapa nas histórias do personagem e demarcar a maturidade de Parker.
A numeração histórica considera todas as edições publicadas desde 1963, independentemente dos sucessivos relançamentos que reiniciaram a contagem ao longo dos anos — sistema que a Marvel denomina Legacy Numbering. Na prática, a edição mil corresponde ao número 36 da atual fase editorial, iniciada em abril de 2025 e que vem sendo publicada no Brasil pela Panini.
Para o fecho deste mês, no Brasil, a editora promete "Guerra Venom Especial Vol. 01 - Homem-Aranha & Carnificina". Paralelamente, vale correr atrás de um álbum do Justiceiro feito pela dupla Mike Baron e Klaus Janson, hoje lendas vivas do ramo. Nos anos 1980 e 90, eles deixaram sua marca em um dos mais controversos personagens de todos os tempos! A cruzada do Justiceiro contra o crime o coloca frente a frente com um cartel boliviano, e, para Frank Castle essa viagem à América do Sul certamente não será uma visita prazerosa. Além de ter que enfrentar um religioso de carisma incomum, e com um exército pessoal, o vigilante tem de combater uma organização racista no Kansas e terroristas prontos para desencadear uma longa onda de assassinatos em Nova York.
Na Disney rola hoje um média-metragem, com Bernthal, dirigido por Reinaldo Marcus Green que esbanja destreza no uso de cartilhas de ação.
Menu