O novo trabalho mantém o compromisso assumido lá atrás pela artista ee celebrar compositores, intérpretes e autores fundamentais da canção italiana, mas avança para territórios culturalmente conectados à Itália. Entre as faixas, destaca-se uma adaptação em português de "La mia storia tra le dita", transformada em "Quem de Nós Dois" e interpretada em trio com Ana Carolina e Ferrugem. A versão, que ganhou letra de Ana Carolina em 2001, tornou-se um sucesso instantâneo por aqui. O álbum também inclui "Já Sei Namorar", hit dos Tribalistas cuja compositora e cantora Marisa Monte carrega raízes italianas, além de versões em francês, alemão, português e inglês de "Il cielo in una stanza", eternizada por Mina a partir da composição de Gino Paoli.
Ana Carolina celebrou o encontro com Laura entusiasmo. "Tenho um carinho enorme por 'Quem de Nós Dois' e uma gratidão profunda por tudo o que essa canção me trouxe. Até hoje, em qualquer lugar onde eu me apresente, é impossível não cantá-la junto com o público. Revisitá-la agora, em uma nova versão, ao lado de dois grandes artistas, é um daqueles presentes raros que a carreira nos dá", afirmou a cantora, que destacou ainda sua admiração por Laura e pelo "amor verdadeiro pelo Brasil" que a italiana demonstra. Ferrugem, por sua vez, definiu a participação como "um orgulho enorme" e "uma honra e uma grande responsabilidade", guardando o momento como inesquecível em sua trajetória.
A presença brasileira no álbum segue com "Dettagli", versão em italiano para "Detalhes", de Roberto e Erasmo Carlos que evoca boas lembranças de Laura. "Uma canção de Roberto Carlos, um dos compositores brasileiros mais amados, eternizada pela nossa grande Ornella. Cantei essa música muitos anos atrás, em uma noite entre amigos em Forte dei Marmi. Cantei para ela, e desde então, toda vez que nos encontrávamos, Ornella me perguntava: quando você vai gravar 'Dettagli' para mim?", recorda.
Laura tem uma resposta na ponta da língua para explicar porque "Já Sei Namorar", sucesso dos Tribalistas, integra o repertório de um disco que celebra a canção italiana. "Você pode se perguntar por que incluí uma canção brasileira em um álbum de tributo a compositores italianos. Marisa Monte, voz feminina e compositora dos Tribalistas, tem raízes italianas. Quem me conhece sabe que gosto de pensar que fui brasileira em outra vida. Essa canção, que também fez grande sucesso na Itália, carrega um espírito solar, leve e positivo, cheio de alegria, exatamente o que sinto toda vez que chego àquele país mágico", acrescenta.
Em declarações que misturam poesia e manifesto, a italiana assume postura militante em defesa da música como território de resistência. "Nestes tempos difíceis, em que o ódio parece estar na ordem do dia, eu canto para colocar a música no centro", afirma Laura, que evoca a imagem de Joana d'Arc para descrever o que considera ser sua missão artística: "Sinto-me como Joana d'Arc, sem armadura, mas com um microfone na mão, porque quando a música chama, eu respondo. Pronta para defender sem medo tudo aquilo que amo". A metáfora revela uma artista consciente do papel cultural que ocupa. Para ela, cantar clássicos não é nostalgia ou exercício técnico, mas ato de proteção de um legado ameaçado pela superficialidade e pelo ruído dos tempos atuais.
O repertório de 'Io Canto 2' percorre mais de seis décadas de música, desde 1960 até 2023, e inclui um dueto emocionante com o inesquecível Lucio Dalla em "Felicità", além de parceria com Annalisa na regravação de "Ma che freddo fa", clássico de Nada. Laura também presta tributo a Madonna, de ascendência italiana e uma das maiores estrelas do pop mundial, reinterpretando "La isla bonita". Em 2004, Madonna havia escrito para Laura a canção "Mi abbandono a te", incluída no álbum Resta in ascolto, vencedor do Grammy, fechando assim um ciclo de admiração mútua entre duas italianas que conquistaram o mundo. A versão francesa de "Due vite", de Marco Mengoni, intitulada "La Dernière Chanson (Due vite)" e cantada com Julien Lieb, estreou em primeiro lugar no ranking Gram Top Pop Francophone Artistes Globaux e será o primeiro single para a França.
Três anos após "Anime Parallele", Laura Pausini se prepara para lançar também "Yo Canto 2", versão em espanhol, reunindo canções dos maiores compositores latino-americanos, representando países como Espanha, Argentina, México, Chile, Colômbia e Peru, entre outros que consagraram a italiana como ícone musical.
A oportunidade de ouvir essas canções ao vivo chega em março de 2026 com o início da "Io Canto / Yo Canto World Tour 2026/2027", décima primeira turnê mundial de Laura Pausini. Serão dois shows distintos, com repertórios diferentes, cenografias e produções exclusivas desenvolvidas especialmente para os universos de cada álbum. No Brasil, Laura fará show único em 27 de fevereiro de 2027, na Mercado Livre Arena Pacaembu, São Paulo.
Com mais de 75 milhões de álbuns vendidos e mais de 6 bilhões de streams, Laura Pausini é a artista italiana feminina mais ouvida fora de seu país. Primeira e única italiana a vencer um Grammy Award e a entrar no Billboard Hot 100, com a versão de "Se Fue" em parceria com Rauw Alejandro, ela acumula quatro Latin Grammy Awards e foi eleita Person of the Year 2023 pela Latin Recording Academy, tornando-se a primeira artista não hispânica a receber a homenagem. Seu currículo inclui ainda um Globo de Ouro, indicações ao Emmy e ao Oscar, além dos recentes Billboard Icon Award e Global Icon Award no Billboard Women in Music, entregues na presença de Sua Santidade, o Papa Leão XIV. Ao longo de mais de 30 anos de carreira, Laura já se apresentou em mais de 40 países, passando por palcos prestigiados como Radio City Music Hall, Madison Square Garden, Royal Albert Hall e Olympia, sendo a primeira artista italiana a cantar em cada um deles.