Correio da Manhã
Gastronomia

Nesta Copa tem bola na rede e vinho na taça

Dos 48 países participantes do Mundial, 22 produzem vinhos nos mais variados estilos. São sabores, aromas e muita história pra contar

Nesta Copa tem bola na rede e vinho na taça
22 dos 48 países participantes da Copa do Mundo produzem vinhos Crédito: Imagem criada com a IA Gemini Flash Image

Quando o assunto é Copa do Mundo, é natural que o foco esteja nos gramados, nos craques e nas emoções que só o futebol sabe oferecer. Mas, discretamente, outro campeonato acontece paralelo ao torneio: o dos países que, além de disputar a taça, também produzem alguns dos vinhos mais interessantes do planeta. Entre as 48 seleções da edição de 2026, 22 produzem vinhos nos mais variados estilos - um verdadeiro mosaico de tradições vitivinícolas e histórias pra contar.

Alguns países chegam como favoritos incontestáveis, com séculos de história engarrafada. França, Espanha, Alemanha, Áustria, Portugal, Croácia e Suíça representam o Velho Mundo com toda a classe que se espera: vinhos elegantes, precisos, que expressam o terroir com a mesma naturalidade com que seus craques movimentam a bola. Até mesmo regiões antes discretas, como Inglaterra e Bélgica, ganham destaque com espumantes de clima frio.

Do outro lado, o Novo Mundo entra em campo com potência e ousadia. Países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul trazem vinhos vibrantes, marcados por fruta abundante, liberdade criativa e tecnologia. Cada gole é quase um ataque em profundidade: Malbec argentino cheio de garra, Sauvignon Blanc neozelandês eletrizante, Cabernet californiano que domina o meio-campo.

Há também aqueles que participam de forma mais discreta, mas não menos charmosa. Marrocos, Tunísia, Argélia, Egito, Coreia do Sul e Cabo Verde produzem vinhos que, embora menos conhecidos, carregam histórias curiosas — do Mediterrâneo ao Atlântico, passando até por vinhedos plantados em solos vulcânicos.

E claro, o Brasil. Nossa pátria marca presença com a confiança de quem evoluiu muito no setor. Seus espumantes conquistam prêmios, seus Merlots e Tannats ganham corpo e personalidade, e regiões como Serra Gaúcha, Campanha Gaúcha e Vale do São Francisco mostram que o país não vive só de futebol, mas também de borbulhas e tintos de respeito.

No fim, a beleza está justamente nessa mistura. A Copa 2026 coloca frente a frente estilos de jogo — e estilos de vinho — que variam do delicado ao intenso, do tradicional ao disruptivo. Para quem acompanha tudo com uma taça na mão, é uma oportunidade perfeita de viajar pelo mundo sem sair do sofá, descobrindo como cada país traduz sua alma tanto no campo quanto no vinhedo.