Assim como Tarantino, que recentemente mandou ver em suas "Especulações Cinematográficas", sem papas na língua - como o Mestre bem em seu livro ensinou - especulo um pouco por aqui, eu também: o cinema não raro andou fraco, sem graça e sem ritmo, perdendo as ideias, moroso e sacal... Mesmo chato de ver!
Mas num momento, num flash, de magia e prazer como só ele pode, é capaz, ressurge, reafirma-se... Majestoso impõe-se, com força e poder, em filmes potentes.
"Epic: Elvis In Concert", "Song Sung Blue", "Benzinho", "Bolero", "Os Soldados Secretos De Benghazi", "Zona De Risco", "Tesla", "Maurício De Souza"... "Nuremberg"... "O Esquema Fenício"... "A Estrada 47"... "Fé Corrompida"... "A Morte De Robin Hood"... "A Vida De Chuck"... mexeram comigo. Impuseram-se a mim, causaram-me reflexão, cumprindo função que o Cinema tem que ter, não única, mas principal...
"Atingir emoção." deu a dica o Clint Eastwood. Conhecem? Definiu a missão, de quem privilegia-se em fazer.
O cinema na sala, seu templo sagrado, é para todos - para o alto e além: em coração nos unimos, em ritual coletivo, pela tela de prata!
Onde só o que importa é o choro e o riso, a lágrima, o arrepio, arrebatados que somos na mensagem que vem, como flecha certeira:
"A maior recompensa que o artista pode ter, é que interpretem como quiser e façam a crítica que quiser..." - já disse um outro, nesse caso, Maquiavel.
Esse tempo, por um tempo, se foi... Queriam pensamento em uníssono, em distopia almejada... Mas com equilíbrio e bom senso, todo ciclo se encerra:
E que a arte de todos, venha reinar para sempre...
Diversidade também verdadeira, verdadeira liberdade! De se expressar como quer, de pensar e querer, emoções provocar... Sou do tempo do "Rocky", do "Guerra nas Estrelas" e dos "Intocáveis", quando intocáveis eram heróis... E não questionáveis.
O que se faz concluir, que o mundo andou chato... Chato, e sem coração... Não só o cinema. Mas, como tudo que passa, isso também vai passando, e viveremos quiçá, uma nova alvorada. Tarantino já disse: "Os ciclos se encerram e o politicamente correto, que a Tudo chateia, tem prazo, tem fim...".
O cinema é reflexo de um Mundo louco, insano: de momentos e eras, espelho ele é, rolando na esteira, de azos estranhos...
Mas o cinema em si, é experiência pessoal, subjetiva isso sim! O que gosta um, o outro não gosta. O bom pra você, pra mim já não é!
Opinião é diversão. Pluralidade de verdade. Não sejamos, então, jamais todos um só! Pois diferentes nós somos, e nisso únicos e unidos, em posicionamentos distintos que nos fazem crescer, em debate de nível como dantes já foi...
Voltemos, então, a ser... A ser e sentir.
Do fundo da alma, como a criança que fomos, iluminados seremos pela luz e magia - do cinema e da vida - que novamente virá, certamente virá.
*Cineasta
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