Habitual concorrente do Festival do Rio, a carioca Susanna Lira ganha jornada dupla nesta terça-feira (6), quando o evento amplia sua presença pela cidade e encontra no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) um novo aliado para a formação de plateias para o cinema brasileiro. Às 14h30, o espaço exibe "Torre das Donzelas", um dos documentários mais celebrados da realizadora carioca, centrado nas cicatrizes da ditadura militar. Quinze minutos depois, às 14h45, no Cine Santa Teresa, começa a sessão de "Mr. Wonderful", produção mais recente da realizadora, centrada nos feitos de um "figuraça" do mundo da moda, que peitou preconceitos.
Lançado em 2018, no ardor das eleições presidenciais de então, "Torre das Donzelas" recupera as memórias de mulheres que foram presas políticas durante o regime militar de 1964 a 1985, entre elas a ex-presidente Dilma Rousseff. A sessão abre uma programação que, até domingo (11), transforma o CCJF numa vitrine para diferentes gerações, linguagens e tendências da produção nacional. Ainda nesta terça, às 16h30, passa "Pequenas Criaturas", de Anne Pinheiro Guimarães, que venceu a Première Brasil de 2025, com Carolina Dieckman às voltas com um rearranjo sentimental no Distrito Federal dos anos 1980.
Na quarta-feira (7), a programação reúne "Kasa Branca", de Luciano Vidigal, às 14h; "Antígona 442 a.C", de Maurício Farias, às 16h; e "Milton Bituca Nascimento", de Flavia Moraes, às 18h. Susanna volta à tela do CCJF na quinta-feira (8), às 14h, com "Salve Rosa". No mesmo dia passam "Malu", de Pedro Freire, às 16h, e "Os Enforcados", de Fernando Coimbra, às 18h.
Sexta-feira (9) traz "O Último Episódio", de Maurilio Martins, às 16h, e "Love Kills", de Luiza Shelling Tubaldini, às 18h. No sábado (10), são exibidos "Eu e Meu Avô Nihonjin", de Celia Catunda, às 14h, e "O Último Azul", de Gabriel Mascaro, às 18h.
O domingo (11) fecha a ocupação com o drama em segmentos "Rio de Clarice", de Nicole Allgranti, Eunice Gutman, Taciana Oliveira, Maria Luiza Aboim e Barbara Kahane, às 14h; .doc "A Fabulosa Máquina do Tempo", de Eliza Capai, às 16h, projetado na Berlinale, em fevereiro; e um mergulho crítico na memória de nosso passado escravocrata às 18h, com "Xica da Silva", clássico de Cacá Diegues (1940-2025), com Zezé Motta numa atuação de fino esmero.
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