Correio da Manhã
Cinema

DEPOIMENTOS

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O Que é Isso, Companheiro? Crédito: Divulgação

"Barretão é do tamanho do moderno cinema brasileiro"

"Barretão, grande imenso. Maior que o mar."
WALTER CARVALHO, diretor de fotografia e cineasta

"Luiz Carlos Barreto foi um gigante do cinema nacional"

RENATO ARAGÃO, comediante

e produtor

"O Luiz Carlos Barreto não foi apenas um líder e um defensor do cinema brasileiro. Foi um defensor do Brasil. Toda a luta do Luiz Carlos pela afirmação do audiovisual brasileiro, que enfrenta monopólios de corporações poderosíssimas, não era apenas por causa do audiovisual. O audiovisual é soberania, sim. Mas o que ele fazia é uma luta por um país mais justo. Um país sem papas na língua. O Barreto era destemido, ligado ao povo brasileiro".

MARIZA LEÃO,

produtora

"Foi minha referência de cinema brasileiro. Fundamental para que eu decidisse querer trabalhar no audiovisual. Além da vasta filmografia produzida pela sua produtora, foi com ele que eu trabalhei em meu primeiro filme profissional, como estagiário, em 'O Que É Isso, Companheiro'. Serei eternamente grato pela LC Barreto por ter me dado essa oportunidade de braços abertos. Vá em paz."

HSU CHIEN HSIN, cineasta

"Sem contar seus préstimos inestimáveis ao cinema nacional, do qual foi um totem, Luiz Carlos Barreto teve um trabalho aguerrido na imprensa, sobretudo como fotojornalismo, reconhecido mundialmente pela originalidade de seus enquadramentos. A revista 'Cruzeiro' serviu como galeria imprensa para seu olhar sobre a realidade".

OCTAVIO COSTA,

presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

"Barretão foi a figura mais importante na liderança de um grupo de artistas que inventou o que a gente chama de cinema brasileira. Essa invenção foi tanto conceitual quanto política. Ele manteve o cinema na pauta da cultura brasileira. Ele era um executivo, um produtor, um homem político, mas, antes de tudo, um homem muito criativo, com alma de artista, extremamente carismático. Era impossível não se encantar com ele".

ADRIANA RATTES,

diretora do Grupo Estação

"Sua partida deixa um vazio imenso para o cinema brasileiro. Um dos maiores produtores da nossa história, ao longo de mais de seis décadas ajudou a transformar o audiovisual em patrimônio cultural, abrindo caminhos para realizadores, produtores e novas gerações. Seu legado permanecerá vivo nas telas e nos inspira a seguir defendendo o cinema brasileiro com a mesma coragem, compromisso e paixão que marcaram sua trajetória."

RAQUEL HALLAK, coordenadora da Mostra de Cinema de Tiradentes, CineOP e CineBH

"Há antes dos Barretos e depois".

SONIA BRAGA, atriz

"Em 2001, com apenas 21 anos, um passaralho na redação do JB fez de um o repórter titular de cinema do Caderno B, levando-me, como missão n° 1 nesse posto, a um encontro com Luiz Carlos Barreto, no Copacabana Palace, para falar da restauração da cópia de 'Dona Flor e Seus Dois Maridos', que então comemorava 25 anos. Ele chegou com o vozeirão tonitruante, olhou a minha camiseta com uma estampa de 'Ran', de Akira Kurosawa, e falou: "Esse moleque é do cinema". Foi o meu batismo. Hoje, na curadoria da mostra em homenagem à LC na Casa Firjan, tento fazer jus a esse padrinho. Padrinho é o pai que te quer tanto que te adota. Da mesma forma como Barretão adotou o ofício do cinema como seu mundo".

RODRIGO FONSECA, crítico