Por: Rodrigo Fonseca - Especial para o Correio da Manhã

Ninguém segura o realizador Antoine Fuqua

Jaafar Jermiah Jackson interpreta seu tio, o Rei do Pop, em 'Michael' | Foto: Glen Wilson/Lionsgate

Cinebiografia de Michael Jackson escapa das polêmicas e almeja tornar-se a maior bilheteria do semestre

Estima-se que "Michael", lançado nesta terça-feira (21) há de se tornar a maior bilheteria do primeiro semestre de 2026 em poucos dias, com brio para superar os US$ 700 milhões de seu maior rival, "Super Mario Galaxy", com base na trajetória do Rei do Pop.

Jaafar Jeremiah Jackson, protagonista do longa-metragem, tinha uns 12 anos quando seu tio mais famoso morreu. No auge das polêmicas em volta de sua reclusão, o cantor Michael Jackson (1958-2009) teve uma parada cardíaca e não resistiu. A versão de seus feitos, rodada pelo campeão de bilheteria Antoine Fuqua (diretor de "O Protetor" e "Dia de Treinamento"), prefere se concentrar num período beeeem anterior à morte do ídolo, anterior até ao escandaloso "Black & White", lançado entre nós no "Fantástico" de 1991.

O foco é a infância com seus maninhos no Jackson Five, sob a rídiga condução do pai, Joseph (Colman Domingo) e seus retumbantes sucessos do início da década de 1980, a partir de "Thriller" (1984), um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Escapar de temas espinhosos da trajetória do astro foi a fórmula encontrada pelo realizador diante das interferências da família durante a produção do longa.

Fuqua apela para uma linguagem de tons documentais a fim de filmar shows com um realismo que deslumbra a plateia.