Por: Rodrigo Fonseca - Especial para o Correio da Manhã

Na teia do bilhão

Imagem do trailler de 'Homem- Aranha: Um Novo Dia', com lançamento confirmado para 30 de julho | Foto: Divulgação

Campanha de marketing mobilizadora do esperado 'Homem-Aranha: Um Novo Dia' pode espantar de vez o fantasma das baixas bilheterias que assombra os filmes de super-herói

Na ponta do lápis, os oito longas-metragens sobre a luta de Peter Parker contra o crime, lançados de 2002 a 2021, renderam US$ 7,8 bilhões, sendo que o mais recente, "Sem Volta para Casa", lançado em plena pandemia, contabiliza a maior receita, estimada em US$ 1,9 bilhão. Não constam desta conta as aparições do Escalador de Paredes mais famoso das HQs em "Capitão Améica: Guerra Civil" (2016) e no dípitico de "Os Vingadores" de 2018 e 2019. Ficaram de fora tamém um par de animações com Parker, de 2018 e 2023, que assume Miles Morales como seu personagem central - as duas juntas renderam US$ 1 bilhão. Diante de cifras desse calibre, não resta dúvida de que o esperado "Homem-Aranha: Um Novo Dia", agendado para 30 de julho, será um sopro de vida (leia-se faturamento alto) nos pulmões do circuito exibidor.

Não se nega, de forma alguma, a fase crepuscular que as narrativas de vigilantes mascarados oriundos dos quadrinhos, enfrenta de 2023 até hoje, com uma queda violenta na renda de um filão encarado como infalível de 1998 até 2022. Mas o Aranha é o Aranha, em especial aquele que conta com Tom Holland sob o uniforme idealizado lá em 1962 pela editora Marvel, na gestão dos quadrinistas Stan Lee (1922-2018) e Steve Ditko (1927-2018). A potência de Holland nesse lugar se fez demarcar esta semana com a estreia do primeiro thriller de seu quarto longa como o teioso.

A Sony Pictures escalou Destin Daniel Cretton (de "Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis") para dirigir "Homem-Aranha: Um Novo Dia", que conta com roteiro da dupla Chris McKenna e Erik Sommers. É uma trama sobre processo de amadurecimento, num momento em que Peter, por conta de um deslize com as forças mágicas, causou um esquecimento generalizado, apagando a sua existência da mente de sua amada Mary Jane (Zendaya).

Os reclames publicitários iniciais do longa foram ançados de maneira inédita, com uma ação global de fãs que durou 24 horas. Atual Peter Parker, Holland liderou o lançamento, convidando um grupo seleto de fãs do Aranha de diferentes países para compartilhar histórias pessoais no Instagram sobre o que o personagem significa para eles, antes de revelar um trecho exclusivo do trailer oficial. Cada participante marcava o próximo fã na sequência, incentivando o público a acompanhar o revezamento através dos fusos horários.

Enquanto isso, tietes da saga ao redor do mundo se uniam para celebrar "Um Novo Dia". No Brasil, o embaixador dessa ação foi o dublador Wirley Contaifer, voz oficial de Holland na versão brasileira do ator.

Seu Peter Parker, antenado aos conflitos existenciais da geração millennial, terá muita encrenca em "Um Novo Dia", começando por trombadas com Frank Castle, o Justiceiro, que traz o aclamado ator Jon Bernthal para os holofotes do cinemão Marvel. Entre os vilões, o incontrolável Escopião (encarnado por Michael Mando) e uma hora de espadachins com feições ninjas brotam na publicidade do filme como signos de perigo. Mark Ruffalo está em cena também como Bruce Banner, o Hulk.

Macaque in the trees
A série 'Homem-Aranha', derivada de HQ homônima, chega à Amazon Prime em 27 de maio | Foto: Divulgação

Paralelamente à promoção global de "Um Novo Dia", a Prime Video da Amazon lança em 27 de maio a série "Spider-Noir" com o titã Nicolas Cage no papel do investigador da NY dos anos 1930 Ben Reilly, que, em seu passado, foi um vigilante mascarado. O projeto, dirigido por Harry Bradbeer, é derivado da HQ "Homem-Aranha Noir", de 2009 - criada por David Hine, Fabrice Sapolsky, Carmine Di Giandomenico e Marko Djurdjevic - já editada em português, via Panini.