Por: Rodrigo Fonseca - Especial para o Correio da Manhã

Depois de um difícil 2025, Disney tem expectativa de faturamento alto com lançamentos previstos para 2026

'Toy Story 5' é uma das maiores promessas de bilheteria de 2026 | Foto: Divulgação

'Toy Story 5' e 'Cara de Um, Focinho do Outro' são as maiores apostas da gigante da animação

Quem analisa o currículo de "Luca" (2021), atração da "Tela Quente" desta segunda, pode até pensar que o estúdio celebrizado pelo ratinho Mickey cometeu uma bola fora, mas suas cifras ínfimas de arrecadação em sala não passam de figuração. A produção que a TV Globo exibe às 22h20, foi estrategicamente conduzida para uma estreia no streaming da empresa, o Disney , à época de seu lançamento. Esa decisão foi tomada por conta da pandemia, como estimulo à cultura (então vigente) do #fiqueemcasa.

Desde então, apesar de sazonais fracassos, a Disney assegurou a Hollywood um sortimento de animações e aventuras de super-herói com fôlego para arrecadar US$ 1 bilhão ou mais. O terceiro "Avatar", chamado "Fogo e Cinzas", hoje em cartaz, encaminha-se para essa marca, que, em 2024, foi alcançada pela Disneylândia com "Divertida Mente2" (US$ 1,7 bilhão) e "Deadpool & Wolverine" (US$ 1,3 bilhão).

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'Luca' é a atração desta Tela Quente, com a grife de Mickey Mouse | Foto: Divulgação

Concorrência pesada

Já em 2025, um cenário de pesada concorrência, até estrangeira, fez o império de Walt Disney penar muito para emplacar receitas bilionárias, em especial pelo fato de o título de maior receita, de janeiro a dezembro, "Ne Zha 2 - O Renascer da Alma", ter vindo da China, sem conexão com empresas dos EUA em sua configuração de base. O épic

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Hopps e Nick investigam por que répteis estão clamando seus direitos em 'Zootopia 2' | Foto: Divulgação
o animado chinês faturou alto: US$ 2,1 bilhões. A reação americana se deu com "Lilo & Stich", nas férias de meio do ano, e, agora, com "Zootopia 2", um noir cujo roteiro é uma pérola.

Ambos trazem a grife Disney. A versão live action do desenho animado de 2002, que converteu Stitch numa coqueluche, somou cerca de US$ 1 bilhão e 38 milhões. Já "Zootopia 2" tem tudo para fechar este semestre com US$ 1,5 bilhão, tendo Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi como os dubladores de seus personagens principais, a colega Hopps e a raposa Nick. Essa dupla policial agora tem que investigar a presença de uma cobra em sua cidade, ciente de que répteis foram banidos da metrópole. Uma família de linces bastante suspeita amplia a intriga, que ronda um debate sobre propriedade patrimonial numa geografia urbana marcada pela gentrificação.

 

Indicado ao Globo de Ouro, "Zootopia 2" concorre ao prêmio dos jornalistas especializados em cinema com outra produção da Disney, "Elio", que apesar de sua direção de arte sofisticada e de sua dramaturgia comovente, foi um fiasco de público. Seus custos passaram dos US$ 150 milhões, o que exigiria um faturamento estimado em US$ 500 milhões para que as contas se pagassem e dessem lucro. Sua renda, entretanto, morreu em US$ 154 milhões, numa prova de que a grife industrial que nos deu fenômenos como "Procurando Nemo" (2003) e "Os Incríveis" (2004) falha e perde dinheiro.

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'Cara de Um, Focinho de Outro' estreia em março com fome de bilhão | Foto: Divulgação

Para os próximos dozes meses que estão por vir, o calendário Disney é dos mais potentes, a começar por "Cara de Um, Focinho de Outro", no dia 6 de março, falando de animais robóticos. Em 19 de junho, as luzes da lucratividade vão se acender para Mickey, mais uma vez, com "Toy Story 5". E tem mais: em 10 de julho, rola a versão em carne e osso de Moana, com Dwayne 'The Rock' Johnson encarnanndo um deus havaiano. Em 25 de novembro, chega "Hexed", sobre magia na adolescência. Não bastasse isso tudo, a parceria da Disney com a Marvel, ainda ativa, vai nos dar "Homem-Aranha: Um Novo Dia", com Michel Mando como o Escorpião e Jon Bernthal como Justiceiro.