Nada é mais infalível para antecipar a comemoração cinéfila do Dia dos Namorados do que "Um Lugar Chamado Notting Hill", fenômeno de bilheteria que faturou US$ 364 milhões em 1999, à luz do chamego entre uma estrela hollywoodiana cansada de conexões fluídas (Julia Roberts) e um livreiro britânico avesso ao agito (Hugh Grant). O sucesso dirigido por Roger Michell será projetado no Estação NET Botafogo nesta quarta-feira às 18h35, como abre-alas pop para a mostra "Eu Sei Que Vou Te Amar", que festeja a data anual do Cupido.
Na sequência rola uma sessão das nove de "Orgulho e Preconceito" (2005), de Joe Wright, para seguir numa vibe inglesa do benquerer. Vai haver projeção dessa maratona de beijo na boca até o dia 18, com vez também para o Estação NET Gávea, com "10 Coisas Que Odeio em Você" (1999), de Gil Junger, já nesta quinta, às 20h30. Tem estrelas do mais alto quilate no cardápio, mas o filé à mesa é a autoralidade. A partir de amanhã, um desfile de filmes encampados por cineastas de tenazes miradas sobre os afetos (e seu gêmeo maligno, o abandono) hão de desfilar por telas do Grupo Estação. Arnaldo Jabor (1940-2022) é um dos diretores autores escalados. Nem haveria como ficar de fora, afinal, o título desse festival de paixões é xará de um blockbuster cult rodado por AJ e lançado em 1986, quando rendeu o Prêmio de Melhor Interpretação à atriz Fernanda Torres, no Festival de Cannes.