Affonso Nunes
OPaço Imperial acaba de inaugurar a coletiva "Constelações - 40 anos do Paço Imperial", que mapeia a trajetória do centro cultural desde sua fundação em 1985. Curada por Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, a mostra ocupa 12 salões e dois pátios com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas que marcaram presença na instituição.
O conceito de "constelação" — agrupamento de elementos conectados pela imaginação — guia a estrutura. Não há hierarquias nem circuito pré-definido. Todos os portões estão abertos, inclusive o principal, fechado desde a pandemia, com vista para a Baía de Guanabara.
Entre os artistas estão Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Roberto Burle Marx e Tunga. A pesquisa levou um ano mapeando todas as exposições do espaço.
A mostra divide-se em nove núcleos temáticos: "Paisagem", "In Situ", "Simbiose", "Construção", "Geografias", "Corpos", "Fortunas", "Terra e Mar" e "Cidade". No pátio principal, um jardim homenageia Roberto Burle Marx, montado pelo Sítio Burle Marx. Há também trabalhos inéditos de José Damasceno, Marcelo Monteiro e Regina de Paula.
Destaque para 15 vídeos da série Rio Arte com artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark e Tunga concebidas como peças artísticas. Uma sala inteira é dedicada a esses filmes.
A programação inclui três seminários com artistas e antigos diretores, oficinas em parceria com a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e programa educativo. Um catálogo será lançado ao final da exposição.
Construído em 1733 e inaugurado em 1743, o Paço Imperial foi Casa dos Vice-Reis, Paço Real e Agência de Correios. Tombado pelo Iphan em 1938, tornou-se centro cultural em 1985 após restauração que resgatou sua essência histórica.
SERVIÇO
CONSTELAÇÕES - 40 ANOS DE PAÇO IMPERIAL
Paço Imperial (Praça XV de Novembro, 48 - Centro)
Até 7/6, de terça a domingo e feriados (12h às 18h)
Entrada franca