O debate sobre mudanças na escala 6x1, que avança no Congresso e já se insere no ambiente político de um ano eleitoral, mobiliza o setor de serviços, como a hotelaria. Para Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, qualquer alteração na jornada tende a gerar impactos diretos em atividades que funcionam 24 horas, como hotéis e hospitais. Propostas mais radicais, como quatro dias de trabalho por três de folga sem redução salarial, são vistas como inviáveis pelo setor. Segundo ele, para manter a operação contínua, hotéis teriam de ampliar equipes e absorver novos custos. Em um segmento intensivo em mão de obra, a equação preocupa empresários e reforça a necessidade de um debate econômico mais profundo.