Por: PORSÉRGIO NERY

JORNAL DO TURISMO | Air France: impasse de assentos vira confusão

Assento quebrado gerou troca de classe no voo | Foto: Divulgação/Air France

O episódio envolvendo uma família brasileira no voo da Air France entre Paris e Salvador começou por um problema técnico: um dos assentos da classe executiva estava inoperante. O grupo havia feito upgrade no dia da viagem, mas o lugar acabou sendo ocupado por um passageiro que já tinha a classe prevista na reserva original. A companhia informou que um dos integrantes viajaria na categoria inferior - a econômica premium. O procedimento é chamado de downgrade e acontece quando, por motivos operacionais ou de overbooking, a empresa realoca o cliente para uma classe abaixo da contratada. A prática é prevista nas regras, mas deve vir acompanhada de compensação e alternativas de viagem ao passageiro.

 

Crise de imagem evitável

A condução do caso pela tripulação escalou o problema. A família foi retirada do voo sem realocação. As normas da aviação orientam oferecer novo voo, assistência e compensação. O prejuízo estimado pela família é de R$ 100 mil. O downgrade é uma prática comum. Para o passageiro, o caminho é aceitar a solução provisória, registrar tudo e pedir ressarcimento. O confronto transformou um ajuste de cabine em crise de imagem para a Air France.

Fitur abre agenda global de feiras

Brasil será um dos 161 países presentes em Madrid | Foto: Jose Rojo/Fitur

A Fitur, em Madri, abre nesta quarta-feira (21) o calendário internacional de feiras de turismo em 2026. Em sua 46ª edição, o evento reunirá mais de 10 mil empresas de 161 países, com cerca de 250 mil profissionais e viajantes esperados. O Brasil participa com estande da Embratur e presença de destinos como Bahia, Ceará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo, além de operadores e companhias aéreas. Após um ano histórico para o turismo brasileiro em 2025, a presença do Brasil na Fitur reforça o interesse do mercado europeu pelo país.

Viracopos na Fitur 2026

Viracopos também estará presente na Fitur. O gerente de Negócios, Sérgio Joau, representa a Aeroportos Brasil Viracopos, com foco em ampliar o diálogo com companhias aéreas e autoridades. A participação, com apoio da Setur-SP e da Invest-SP, reforça a estratégia de posicionar o terminal como porta de entrada internacional e conexão para novos fluxos e oportunidade de negócios.

Conectividade

O Brasil inicia 2026 com a malha aérea internacional fortalecida, com 64 novos voos e 16 frequências adicionais previstos até setembro, ampliando rotas e conectividade. A expansão acompanha o boom do turismo e deve intensificar o fluxo de visitantes e o aquecimento da cadeia produtiva do setor.

Regionalização

O Nordeste receberá R$ 424,2 milhões em investimentos para aeroportos regionais, dentro de uma carteira de R$ 1,8 bilhão, até 2027. Os recursos vão financiar estudos, projetos e obras na Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba e no Piauí. O foco é na segurança, na eficiência e na ampliação da malha aérea regional.

Interiorização

A modernização de aeroportos regionais é chave para levar o turismo além das capitais. Com terminais mais seguros e estruturados, cresce a chance de novas rotas e maior oferta de voos para o interior, estimulando economias locais e integrando polos turísticos ainda pouco explorados no Nordeste.

Operadoras

O Boletim Braztoa traz a leitura das operadoras sobre o mercado de 2026, considerando comportamento do viajante, conectividade aérea e desempenho comercial. O levantamento aponta as principais tendências de mercado. Não são apenas previsões, mas ele funciona como referência para o planejamento do trade neste início de ano.

Destinos

Entre os produtos mais citados no Boletim Braztoa estão destinos nacionais como: Maceió, Rio, São Paulo, Foz, Porto de Galinhas, Gramado, Jericoacoara e Lençóis. No cenário internacional, seguem fortes Orlando, Lisboa, Paris, Madri e Cancún, com novas apostas como Tóquio, Dubai, Tailândia e Cidade do Cabo.

Impulso

O turismo de Brasília terminou 2025 em ascensão. A chegada de visitantes estrangeiros cresceu mais de 70%, com cerca de 100 mil turistas. Eventos culturais e esportivos impulsionaram a economia. A alta aqueceu hotéis, serviços e eventos, projetando a capital como destino competitivo no mapa internacional.