Por: POR SÉRGIO NERY

JORNAL DO TURISMO | Aeroporto de Brasília é vice-líder global em pontualidade

Terminal mantém liderança nacional em eficiência | Foto: Divulgação/inframerica

Pelo segundo ano consecutivo, o Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek alcançou a vice-liderança mundial em pontualidade entre aeroportos de médio porte, segundo ranking da Cirium. Em 2025, 88,36% dos voos partiram no horário programado, consolidando o terminal como o mais pontual do Brasil entre aqueles com mais de 15 milhões de passageiros por ano. O resultado reforça a maturidade operacional do aeroporto, que desde 2017 figura no top 5 global. Administrado pela Inframerica, o desempenho reflete a integração entre equipes, companhias aéreas, FAB e órgãos públicos, garantindo fluidez, segurança e confiabilidade para um dos principais hubs de conexão do país.

 

Efeito conexão

Ministro inicia gestão com reuniões no núcleo do governo | Foto: André Zímmerer/MTur

A pontualidade do aeroporto de Brasília tem impacto que vai além da capital federal. Cerca de 40% dos passageiros utilizam o terminal como ponto de conexão, tornando o cumprimento de horários essencial para a regularidade da malha aérea nacional. Ao reduzir atrasos, o bom desempenho operacional reduz custos das companhias, melhora a experiência do viajante e reforça a conectividade entre destinos brasileiros e internacionais.

Feliciano: Agenda transversal

Nos primeiros dias à frente do Ministério do Turismo, Gustavo Feliciano adotou uma estratégia clara de articulação política. Entre as reuniões iniciais, o encontro com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, hoje à frente do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele também se reuniu com titulares da Casa Civil, Trabalho, Cultura, Transportes, CGU, GSI e SRI. A agenda interministerial intensa sinaliza a tentativa de posicionar o turismo como política transversal e indica busca por alinhamento direto com o núcleo decisório do Planalto.

Continuidade em observação

O trade acompanha os movimentos internos na pasta. A gestão anterior teve resultados expressivos e contou com quadro técnico reconhecido, como a secretária executiva Ana Carla Lopes, que segue no cargo. Uma troca por critérios estritamente políticos pode gerar risco de descontinuidade. Preservar experiência e memória institucional pode ser decisivo para sustentar o desempenho herdado.

Escuta

Gustavo Feliciano terá o desafio de ampliar o diálogo com o trade. Na gestão anterior, uma das críticas recorrentes foi a ausência do titular nas reuniões do Conselho Nacional de Turismo, fórum central para o debate de políticas. Ouvir as lideranças do setor possibilita dar lastro técnico às decisões da pasta.

Perspectivas

Depois de um 2025 histórico, com recorde de turistas internacionais, forte geração de empregos e impactos em diversos segmentos da cadeia, o turismo inicia 2026 cercado de expectativas. A meta é transformar números robustos em crescimento sustentável, manter a competitividade e ampliar a capilaridade.

Operadoras

Para Marina Figueiredo, presidente da Braztoa, 2026 será um ano de oportunidades para as operadoras. Feriados prolongados, viagens nacionais e regionais, grupos de afinidade e produtos hiperpersonalizados ganham espaço, combinando tecnologia, curadoria e atendimento humano especializado.

Hotelaria

Na avaliação de Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO e do Conselho da ABIH-RJ, o Rio de Janeiro entra em 2026 com oportunidades e desafios para a hotelaria carioca. Os recentes avanços em segurança pública, a retomada do Aeroporto do Galeão, grandes eventos e o calendário cultural da cidade são fatores que prometem bons resultados .

Institucional

No Senado, a presidente da CDR, Professora Dorinha Seabra, espera o fortalecimento do turismo regional aliado ao desenvolvimento. A agenda da comissão inclui pautas como qualificação, inovação e crescimento sustentável, com foco em ampliar o alcance do turismo como política pública estruturante em 2026.

Eventos

O turismo de eventos fechou 2025 em alta, com o Brasil visto como destino competitivo para congressos internacionais de médio e grande porte. O segmento reforçou impactos econômicos relevantes e aponta para 2026 como um novo ciclo de expansão, especialmente em eventos científicos, médicos e corporativos.