O advogado e analista político Melillo Dinis costuma classificar o Supremo Tribunal Federal (STF) como "um conjunto de onze ilhas que de vez em quanto formam um arquipélago". Atualmente, o Supremo está somente com dez ministros. Melillo lá esteve na semana passada. Ele é advogado do Instituto Kabu, que representa o povo kaiapó e agora está na causa em torno da Ferrogrão. E sentiu o clima pesado. "O arquipélago faleceu. Se as ilhas pareciam se unir de vez em quando, neste momento isso não existe mais", observa. A crise do Master elevou de tal forma a temperatura que agora os ministros parecem exercer como nunca suas individualidades. Sempre foram ilhas; agora, tornaram-se muito mais.