Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que o senador acertou ao deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, caso a viagem seja confirmada. Na avaliação desses interlocutores, o ministro Alexandre de Moraes (STF) estaria preparando a prisão de Flávio para utilizá-la como moeda de troca e evitar um eventual impeachment no Senado.
A avaliação leva em consideração a eleição de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF. Segundo aliados de Flávio, Moraes pretendia utilizar a possibilidade de prisão do parlamentar para enfraquecer a articulação contra sua permanência na Corte.
Na percepção desses interlocutores, a estratégia não se limitaria a Flávio Bolsonaro. Investigações contra o senador também serviriam para intimidar Carlos Bolsonaro e outros parlamentares de seu entorno que poderiam apoiar o impeachment de Moraes.
Os aliados acreditam que novas investigações poderiam atingir outros senadores e pessoas próximas a eles, com o objetivo de neutralizar uma eventual votação do impeachment no Senado até outubro de 2027, quando Moraes deverá assumir a presidência do STF.
Nesse cenário, a eventual saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos é considerada acertada por esses interlocutores. A avaliação é que, em território norte-americano, o senador poderia continuar atuando politicamente e mantendo uma voz ativa, sem ficar sujeito a uma eventual ordem de prisão de Moraes no Brasil.
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