O advogado Willer Tomaz apresentou uma queixa-crime ao STF contra o deputado federal André Janones (Rede), acusando-o de difamação por divulgar uma fotografia supostamente fabricada com inteligência artificial às vésperas das eleições presidenciais. Na ação, Willer pede a condenação do parlamentar e uma reparação mínima de R$ 50 mil.
Willer realizou viagens internacionais com Flávio Bolsonaro (PL) e atuou na defesa de um mesmo empresário. Durante o debate presidencial da TV Globo, em 23 de outubro, Flávio negou manter sociedade com o advogado: "Willer é um amigo, não é meu sócio".
A queixa-crime tem como alvo uma publicação feita por Janones na rede social X, horas antes do último debate. Na postagem, Janones divulgou duas imagens acompanhadas da mensagem: "Ora ora ! Wiler Tomaz também estava presente com algumas amiguinhas! Continua trucando Flavinho".
Segundo a defesa, a publicação ocorreu 29 minutos depois de outra mensagem em que Janones insinuava que Flávio teria participado de um encontro com duas irmãs gêmeas menores de idade em um karaokê em Dubai.
A queixa sustenta que Janones utilizou uma fotografia adulterada para associar Willer ao episódio. O advogado afirma que nunca esteve no ambiente retratado e que seu rosto foi inserido artificialmente na imagem.
"A fotografia é falsa. A cena não existe", afirma a petição.
Pedido de perícia e condenação
Willer solicita que o STF determine uma perícia nas fotografias e obrigue a plataforma X a fornecer os arquivos originais, metadados e registros de edição das publicações.
Segundo a ação, Janones editou a postagem um minuto após a publicação para acrescentar a palavra "também", supostamente para associar o advogado ao episódio envolvendo Flávio.
A defesa pede a condenação de Janones por difamação ou, alternativamente, injúria, além de uma reparação mínima de R$ 50 mil. Os advogados argumentam que a imunidade parlamentar não protege a divulgação de informações falsas contra particulares sem relação com o exercício do mandato.
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