Davi Alcolumbre

Alcolumbre está com os dias contados na presidência do Senado

Alcolumbre está com os dias contados na presidência do Senado
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre enfrenta resistência do campo conservador Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

Davi Alcolumbre (União) está com os dias contados na presidência do Senado e deixará o comando do Congresso Nacional a partir de fevereiro do ano que vem. A mudança será provocada pela nova composição da Casa, com o avanço do campo conservador na próxima legislatura.

O grupo saltará de 32 para 50 das 81 cadeiras do Senado. Com esse número, a direita terá maioria para escolher o próximo presidente da Casa, que também ocupa a presidência do Congresso Nacional.

Alcolumbre também enfrenta resistência entre integrantes do campo conservador por sua posição sobre pedidos de impeachment de ministros do STF. O senador afirmou que, mesmo que todos os senadores assinassem pedidos de impeachment contra ministros da Corte, ele não pautaria os processos. O presidente do Senado tem a prerrogativa de decidir sobre o andamento desse tipo de pedido.

Em conversa com a coluna, o senador Carlos Portinho (PL), reeleito pelo Rio de Janeiro com ampla votação, apontou Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP) como os favoritos para assumir a presidência do Senado a partir da próxima legislatura.

Marinho já foi candidato do campo conservador ao comando do Senado e volta a aparecer entre os principais nomes para assumir a cadeira de Alcolumbre.

O senador, porém, é uma das pessoas mais próximas de Flávio Bolsonaro (PL). Caso Flávio seja eleito presidente da República, Marinho pode assumir um ministério, como a Casa Civil ou a Secretaria de Relações Institucionais. Nesse cenário, Tereza Cristina surge como um nome forte para assumir a presidência do Senado e, consequentemente, do Congresso Nacional.

Portinho foi além e afirmou que as mudanças provocadas pelas eleições também podem chegar à Câmara dos Deputados, com a saída de Hugo Motta (Republicanos) da presidência da Casa.

Segundo o senador, a nova composição da Câmara fortaleceu o campo conservador e abre espaço para a escolha de um presidente com mais pulso na relação com o STF.

Portinho defendeu que o próximo presidente da Câmara seja alguém que "não tenha telhado de vidro", para que possa ter uma atuação contundente e, segundo ele, frear a atuação de ministros do Supremo.