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Políticos da tropa de choque de Lula não conseguiram se eleger

Derrotas de aliados do presidente enfraquecem a base governista no Senado e ampliam espaço da direita na Casa

Políticos da tropa de choque de Lula não conseguiram se eleger
Derrotas de aliados do presidente Lula enfraquecem a base governista no Senado Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

Randolfe Rodrigues (PT), Gleisi Hoffmann (PT), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Soraya Thronicke (PSB) não conseguiram se eleger nas eleições deste ano e ficarão fora do Congresso Nacional a partir da próxima legislatura. Os cinco, que integram a tropa de choque do governo Lula, buscavam uma vaga no Senado e não obtiveram votos suficientes.

Randolfe disputava uma cadeira pelo Amapá, enquanto Gleisi concorria pelo Paraná. Simone Tebet e Marina Silva buscavam uma vaga por São Paulo, e Soraya Thronicke pelo Mato Grosso do Sul.

As derrotas podem representar uma dor de cabeça para o governo caso Lula consiga a reeleição. Isso porque a base do petista no Senado Federal ficará mais enfraquecida, ainda mais do que já está atualmente.

O resultado também significa que o eleitorado optou por parlamentares que se comprometeram a pautar o impeachment de ministros do STF. Candidatos da esquerda ligados ao governo perderam vagas justamente para nomes da direita e do campo conservador que assumiram esse compromisso durante a campanha.

Esses parlamentares defenderam uma atuação mais dura do Senado em relação ao Supremo e se comprometeram a pautar pedidos de impeachment de ministros da Corte.

O cenário também deixa Davi Alcolumbre com a pulga atrás da orelha. A partir do próximo ano, muito provavelmente ele sairá da presidência do Senado, uma vez que a direita já tem maioria no Parlamento para eleger um presidente da Casa conservador e comprometido com o impeachment de ministros do STF.