O ministro André Mendonça (STF) revelou que policiais federais responsáveis pela investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, temem que a cúpula da Polícia Federal (PF) acabe com a operação que apura o escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Em documento enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, o magistrado relatou tensões internas na corporação após uma mudança no comando das investigações.
Segundo Mendonça, os atritos começaram depois que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, transferiu a investigação sobre Lulinha para o Núcleo de Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção.
No documento, o ministro citou relatos de quatro investigadores que afirmaram enfrentar questionamentos frequentes sobre decisões tomadas no âmbito do inquérito. Entre os pontos mencionados estão a escolha de alvos de medidas cautelares e a definição das providências a serem solicitadas à Justiça.
Mendonça destacou que as tensões ocorreram dentro da própria Polícia Federal e não foram provocadas por ele, que é o relator das investigações sobre o escândalo do INSS no Supremo.
Andrei Rodrigues foi chefe da segurança de Lula e assumiu a direção-geral da Polícia Federal em 2023, após a eleição do petista para a Presidência da República. Ele nega qualquer irregularidade.
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