O ministro André Mendonça decidiu adotar uma estratégia diferente da de Alexandre de Moraes em relação ao presidente do STF, Edson Fachin. Mendonça fez um aceno ao chefe da Corte e afirmou compreender as medidas tomadas por ele diante da crise instalada no tribunal.
A sinalização ocorreu mesmo após Fachin derrubar decisões de Mendonça e de Flávio Dino relacionadas ao comando da Polícia Federal. Na prática, as medidas mantiveram Andrei Rodrigues, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à frente da corporação.
A avaliação de Mendonça, porém, é de que o saldo das decisões de Fachin foi favorável a ele no embate com Moraes.
Isso porque o presidente do STF retirou das mãos de Moraes o inquérito das fake news, aberto em 2019 e relatado pelo ministro desde então. Ao longo dos últimos sete anos, nomes como Elon Musk, Luciano Hang, Jair Bolsonaro e integrantes do Partido da Causa Operária (PCO) estiveram entre os alvos de medidas tomadas no âmbito da investigação e de procedimentos relacionados.
Mais recentemente, Moraes tentou incluir o próprio Mendonça em uma frente de investigação. Fachin, no entanto, suspendeu a medida e determinou uma reavaliação do alcance dos poderes conferidos a Moraes no inquérito.
O presidente do STF também marcou para a próxima terça-feira a análise, pelo plenário da Corte, sobre a abertura de uma investigação envolvendo Moraes diante das suspeitas relacionadas ao Caso Master.
Nesse cenário, Mendonça procurou Fachin e agradeceu pela condução adotada pelo presidente do Supremo.
Moraes, por outro lado, prepara uma reação pública. O ministro ensaia um pronunciamento para se contrapor a Fachin e defender o inquérito das fake news.
Além disso, Moraes avalia apresentar novas acusações envolvendo André Mendonça e os ministros Luiz Fux e Nunes Marques.
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