A deputada federal Erika Hilton (Psol) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar um suposto uso irregular de verbas públicas do gabinete do deputado federal Mário Frias (PL) na produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso será analisado pelo ministro Walton Alencar Rodrigues.
O despacho, assinado nesta segunda-feira (6/7), informa que Hilton apresentou uma representação pedindo a investigação de "possíveis irregularidades na gestão de pessoal do gabinete do deputado federal Mário Frias, devido à utilização de verbas públicas do referido gabinete para a execução de projeto de cunho privado consistente na produção da obra cinematográfica Dark Horse”.
O documento revela ainda que uma segunda representação sobre o mesmo tema foi protocolada pelo deputado Pastor Henrique Vieira (Psol).
Segundo o TCU, os dois pedidos tratam do mesmo objeto de um processo já em tramitação na Corte, que também investiga a destinação de recursos públicos do gabinete de Mário Frias para a mesma finalidade. Por esse motivo, o novo processo foi distribuído, por prevenção, ao ministro Walton Alencar Rodrigues, que já é relator do caso anterior.
No despacho, a área técnica do tribunal destaca que "nenhuma das representações foi analisada pela unidade técnica até o presente momento". Agora, os autos serão encaminhados à Unidade de Auditoria Especializada em Gestão do Estado e Inovação, responsável por dar continuidade à apuração.
O filme Dark Horse foi roteirizado por Mário Frias, que também atua na produção. Nas últimas semanas, os produtores informaram que a estreia no Brasil poderá ser adiada em razão das investigações envolvendo o financiamento do longa.
Segundo a equipe responsável, a prioridade é concluir negociações com distribuidoras para o lançamento nacional antes de definir uma nova data de estreia.
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