O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou que vai representar o presidente Lula (PT) na Procuradoria-Geral da República (PGR) após declarações sobre Santa Catarina. Em manifestação enviada à coluna, o parlamentar avaliou que o petista cometeu preconceito ao generalizar os moradores do estado e defendeu que o caso seja apurado.
A reação ocorre após um discurso em que Lula criticou o governador Jorginho Mello (PL) por sua posição contrária às cotas raciais. Na ocasião, o presidente afirmou que "a gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país" e fez referência a Adolf Hitler ao condenar o supremacismo racial. As declarações provocaram críticas de parlamentares da oposição.
Nikolas afirmou que o presidente atacou milhões de brasileiros por sua origem regional. "Lula chamou o povo catarinense de racista. Disse que Santa Catarina tem 'hegemonia branca' e chegou a fazer referência a Hitler para atacar todo o Estado”.
O deputado prosseguiu afirmando que a fala extrapola o debate político. "Generalizar e atacar milhões de brasileiros por sua origem regional é preconceito. Xenofobia não deixa de ser xenofobia porque vem da esquerda”.
Ao justificar a medida, o parlamentar declarou: "Diante disso, representarei Lula na PGR para que os fatos sejam devidamente apurados. A lei deve valer para todos".
Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jorginho é um dos governadores mais críticos a Lula e deverá disputar a reeleição em Santa Catarina, estado onde o petista enfrenta uma das maiores rejeições do país.
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