O Governo de São Paulo afirmou que a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na administração estadual trata de episódios anteriores à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O caso foi revelado pela coluna nesta terça-feira (19/5).
Em nota enviada à reportagem, a assessoria do governo declarou que “a representação do MP junto ao TCU se refere a episódios anteriores à atual gestão, com investigações em curso pela Polícia Civil”. Na representação, contudo, não foram divulgados detalhes sobre quais gestões, órgãos, contratos ou agentes públicos seriam alvo da apuração.
O processo tramita na Unidade de Auditoria Especializada em Defesa Nacional e Segurança Pública do TCU e foi protocolado pelo subprocurador do MP junto à Corte, Lucas Rocha Furtado. O órgão aponta indícios de um “modelo organizado de infiltração” do PCC em estruturas da administração pública paulista.
A representação menciona indícios da existência de “fatos gravíssimos”, com “dimensão político-institucional” e possível repercussão nacional e internacional. O processo está sob relatoria do ministro Benjamin Zymler.
Polícia Civil investiga
Procurado pela reportagem, o Governo de São Paulo não informou quais elementos embasam a afirmação de que a representação do MP junto ao TCU trata de fatos ocorridos em gestões anteriores.
O caso ocorre em meio a investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre a atuação política da facção criminosa. Em abril, o ex-vereador de Santo André Thiago Rocha de Paula (PSD) foi preso sob suspeita de atuar como articulador do PCC para influenciar prefeituras da Grande São Paulo, cidades do litoral e setores do governo estadual.