Acusação e resposta

Renan Calheiros acusa Motta de corrupção; presidente da Câmara reage

O senador Renan Calheiros (MDB) acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), de corrupção no Caso Master

Renan Calheiros acusa Motta de corrupção; presidente da Câmara reage
Senador Renan Calheiros (MDB-AL) Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB) acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), de corrupção no Caso Master. De acordo com Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, uma emenda de autoria de Motta beneficiou o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, em troca do repasse de R$ 140 milhões para a cunhada do deputado.

“Há uma outra emenda, desta vez, aprovada, que foi proposta pelo presidente da Câmara dos Deputados [Motta], para obrigar que fundos de previdência e fundos de pensão aportassem recentemente dinheiro desses fundos no Banco Master”, disse Calheiros, durante reunião da comissão.

“Esse fato é mais grave do que o fato da semana passada, porque essa emenda foi aprovada e foi sancionada. E a cunhada do presidente da Câmara dos Deputados recebeu R$ 140 milhões do Banco Master a pretexto de um empréstimo que venceu e nunca teve nenhuma parcela paga. Então, a crise do Master está escalando e vai escalar ainda mais”, afirmou o senador.

Na comparação feita por Calheiros, o senador citou a chamada “Emenda Master”, de autoria do senador Ciro Nogueira, que previa o aumento do valor de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Caso tivesse sido aprovada, a medida quadruplicaria os prejuízos causados pelas fraudes financeiras cometidas pelo Master.

Hugo Motta reage

Após as acusações de Renan Calheiros, Hugo Motta se manifestou por meio de nota:

"A emenda apresentada à época pelo deputado Hugo Motta foi resultado de um acordo partidário. O objetivo é garantir que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras.

A proposta foi aprovada pelas duas Casas do Legislativo e sancionada pelo presidente da República. O presidente não é responsável nem responde por empréstimo feito por empresa na qual não possui qualquer relação societária."