Por: Por Martha Imenes

CORREIO ECONÔMICO | Bad Bunny aquece o e-commerce brasileiro

Bad Bunny durante apresentação no Super Bowl | Foto: Divulgação

A estreia do rapper porto-riquenho Bad Bunny em solo brasileiro está impulsionando o comércio digital no Brasil com a busca por produtos ligados ao estilo urbano (streetwear), que marca a identidade visual do artista: lojistas da plataforma Nuvemshop registraram aumento entre 20% e 35% nas buscas por produtos ligados ao streetwear.

O fenômeno mostra como a música e a moda se entrelaçam para moldar tendências de consumo no país. Os dados do e-commerce brasileiro reforçam a expectativa de alta nas vendas com a vinda do astro porto-riquenho. Em 2025, o faturamento atingiu R$ 235,5 bilhões, crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é de R$ 259,8 bilhões, alta de 10,3%.

 

Tendências

A turnê de Bad Bunny reforça como o e-commerce brasileiro está cada vez mais conectado às tendências globais. Se em 2025 o setor já mostrava vigor com crescimento acima de dois dígitos, em 2026 a expectativa é de consolidação, com consumidores mais exigentes e atentos a referências culturais.

Perfil de consumo digital

O retrato dos consumidores digitais revela como a cultura pop se infiltra nos hábitos de compra. Os millennials, entre 35 e 44 anos, concentram 35% das transações online, confirmando o peso dessa geração na consolidação do comércio eletrônico. A classe C desponta como protagonista, responsável por 54% das compras virtuais, enquanto a geografia reforça desigualdades: o Sudeste responde por mais da metade das vendas. São Paulo lidera com 32%.

Presença feminina é dominante

No recorte de gênero, a presença feminina é dominante, representando 60% dos compradores virtuais, o que evidencia o papel das mulheres na difusão de tendências e na sustentação do crescimento do setor. O estilo urbano, marcado por camisetas oversized, tênis de edição limitada e acessórios como correntes e bonés, ganhou protagonismo com a chegada de Bad Bunny. Para lojistas de nicho, o momento é fértil: marcas independentes podem lançar coleções inspiradas no artista, enquanto produtos personalizados atendem à busca por exclusividade.

Estratégia de cross-selling

O streetwear abre espaço para estratégias de cross-selling, ou venda cruzada, que é uma técnica que sugere produtos complementares ao item principal, aumentando o tíquete médio e melhorando a experiência do cliente. "A música cria desejo e o e-commerce responde rápido. O streetwear virou uma oportunidade de ouro para quem sabe se posicionar", avalia um consultor.

Show em SP

O cantor porto-riquenho Bad Bunny realizará seu primeiro show no Brasil nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2026, trazendo a sua turnê mundial "Debí Tirar Más Fotos", no Allianz Parque, em São Paulo (SP). A abertura dos portões está prevista para às 16h do horário de Brasília, e o evento deve iniciar às 21h.

Valores do ingresso

Segundo a Ticketmaster, bilheteria oficial do evento, os preços do show variam de R$ 267,50 a R$ 1.095,00. Além disso, há pacotes VIP, que fornecem acesso antecipado à pista e outras facilitações. Para eles, os preços variam de R$ 1.599,34 a R$ 7.323,86. Os valores não consideram taxas de conveniência.

Turismo em alta

A apresentação de Bad Bunny no intervalo da NFL no dia 8 gerou reflexos que ultrapassaram o universo esportivo e alcançaram o turismo. Segundo dados da Booking, entre os dias 8 e 11 de fevereiro de 2026, as buscas globais por acomodações em Porto Rico cresceram 32% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Estadias

O levantamento da Booking considera estadias com check-in entre 1º de março e 1º de agosto de 2026 e aponta para um movimento imediato de interesse pelo destino caribenho após a performance do artista porto-riquenho, um dos principais nomes do reggaeton e da música urbana na atualidade.

Destaque

O Brasil foi o grande destaque do período analisado. De acordo com a plataforma, as buscas realizadas por brasileiros por hospedagens em Porto Rico avançaram 151%, indicando forte engajamento do público nacional. Os dados, entretanto, não representam necessariamente reservas efetivadas.