Por: POR MARTHA IMENES

CORREIO ECONÔMICO | Com bebidas para drinks mais caras, chopp 'salva' o Carnaval

Cervejas e chopp são ótimas opções. | Foto: Reprodução/Internet

Os preços das bebidas no varejo mostram movimentos distintos neste Carnaval. No comparativo entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, itens típicos de drinks registraram alta relevante, enquanto o chopp aparece como principal alívio para quem prefere a cerveja tradicional, mostra pesquisa da Neogrid.

Entre os destaques de alta está o energético pronto para consumo, que subiu 9% no período, passando de R$ 22,22 para R$ 24,23. A cerveja artesanal avançou 6,7%, e a cerveja clara teve alta de 4,4%. Já os refrigerantes, usados tanto para consumo direto quanto em misturas, registraram aumentos mais moderados, entre 1% e 5%, dependendo do segmento.

 

Destilados

Nos destilados, a pressão é mais evidente nos produtos associados a drinks. A vodka tradicional manteve estabilidade (-0,2%), praticamente no mesmo patamar do início do ano passado (R$ 36,94 para R$ 36,87). Já a vodka saborizada recuou 4,7%, passando de R$ 26,13 para R$ 24,91, favorecendo combinações mais simples. O whisky, por sua vez, seguiu trajetória de alta ao longo de 2025 e encerrou janeiro de 2026 acima de R$ 53 no nacional e de R$ 140 no importado.

Mais emprego

O crescimento da receita deixada por turistas internacionais nos destinos brasileiros durante o Carnaval comprova a importância do setor para a geração de emprego, renda e desenvolvimento para o país. A avaliação é do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, ao anunciar os dados coletados no período.

Ministro do Turismo comemora dados

"Estamos celebrando um dos maiores e melhores carnavais da história, com expectativa recorde de foliões e de movimentação financeira, o que mostra o quanto o turismo contribui para o crescimento econômico e social do Brasil". A avaliação é do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que percorreu os principais destinos da folia no Brasil. Segundo estimativas do ministério, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da FecomercioSP, as festas devem movimentar mais de R$ 18,6 bilhões no país.

65 milhões de pessoas nas ruas

O resultado, 10% superior ao do Carnaval do ano passado, representa o melhor volume para o mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2011, e reflete o grande fluxo de visitantes registrado de Norte a Sul do país. A estimativa é de que mais de 65 milhões de pessoas curtiram nas ruas de todo o Brasil, um aumento expressivo de 22% na comparação com o mesmo período de 2025.

Embratur comemora

O turismo internacional deve injetar US$ 185,7 milhões nos destinos do país durante o Carnaval. O número faz parte de um levantamento da Inteligência de Dados da Embratur e representa uma alta de 9,6% em comparação ao volume de recursos deixados por turistas internacionais na folia no ano passado.

Maior procura

A explicação é o aumento da procura de estrangeiros pelo Brasil para a folia deste ano. Outro estudo indicou um aumento de 21% na compra de passagens aéreas internacionais para o Carnaval em relação a 2025, quando visitantes estrangeiros deixaram US$ 7,865 bilhões na economia nacional.

Consolidação

"O Carnaval de 2026 consolida o momento extraordinário que o turismo brasileiro vive. O aumento de quase 10% na receita e a alta de 21% na compra de passagens mostram que o mundo se interessa pela alegria e pela diversidade da nossa maior festa. Mais do que números, esse crescimento significa dinheiro circulando nas cidades", afirma Freixo.

Imagem no exterior

"Depois de um 2025 histórico, onde batemos recordes de divisas e recebemos mais de 9 milhões de visitantes no país, começamos este ano provando que o turismo é um dos motores mais potentes da nossa economia e da nossa imagem internacional", complementa o presidente da Embratur.

Argentinos em alta

Informações consolidadas pela Dadosfera, newsletter de Inteligência de Dados da Embratur, mostram que a Argentina lidera o envio de visitantes para o Carnaval 2026. Foram emitidos 32.038 bilhetes para argentinos, um crescimento de 30,5%. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição do ranking, com 7.437 passagens.