Por: Por Martha Imenes

CORREIO ECONÔMICO | BC sinaliza corte de juros em março, mas com cautela

Ata deixa claro que política contracionista deve prosseguir | Foto: Alexandre Macieira - Riotur

O Banco Central (BC) indicou que deve começar a reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para março. A autoridade monetária não informou de quanto será o corte e reforçou que os juros continuarão altos para manter a inflação sob controle.

Na reunião da semana passada, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. A Selic é usada pelo BC para controlar a inflação: quando sobe, o crédito fica mais caro e o consumo diminui, ajudando a segurar os preços. Por outro lado, juros altos também podem frear o crescimento da economia.

 

Inflação mais baixa abre espaço

Segundo a ata divulgada pelo BC, a inflação está mais baixa e os efeitos da política monetária estão mais claros, o que abre espaço para reduzir os juros. Mas o ritmo dessa queda dependerá da evolução da economia e da confiança de que a inflação vai se manter dentro da meta, que é de 3% ao ano, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. A previsão do mercado para 2026 é de 3,99%, dentro do limite.

Fatores que pressionam os preços

O Banco Central destacou que ainda existem fatores que pressionam os preços, como o mercado de trabalho aquecido, com desemprego baixo e salários em alta. Mesmo assim, a economia mostra sinais de crescimento moderado.

De acordo com o boletim Focus, o mercado espera que a Selic caia para 14,5% em março e chegue a 12,25% até o fim de 2026. No cenário internacional, o BC vê incertezas ligadas à economia dos Estados Unidos e tensões geopolíticas, o que exige cautela dos países emergentes.

Saúde das contas públicas

No Brasil, o controle da inflação também depende da saúde das contas públicas. Se houver dúvidas sobre a capacidade de pagar a dívida, os investidores exigem juros mais altos. Por isso, o BC reforçou que é essencial manter disciplina fiscal e avançar em reformas estruturais. Sem isso, o custo de reduzir a inflação pode ser maior e a política monetária perde força.

Brasil bate recorde na produção de petróleo e gás em 2025

Em dezembro, os campos operados pela estatal em consórcio com outras petroleiras ou não responderam por 90,03% da produção nacional | Foto: Arquivo/Petrobras

Em 2025, o Brasil produziu 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o maior volume já registrado no país. Esse número é 13,3% maior que o de 2024 e supera o recorde anterior, de 2023. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O barril de óleo equivalente (boe) é uma medida que permite somar petróleo e gás natural, convertendo o gás para o mesmo valor energético de um barril de petróleo.

A indústria extrativa foi destaque no crescimento da economia: enquanto a produção industrial geral subiu apenas 0,6%, a extrativa avançou 4,9%, segundo o IBGE.

Produção recorde

• Petróleo: 3,770 milhões de barris por dia, alta de 12,3%.
• Gás natural: 179 milhões de m³ por dia, aumento de 17%.

Novas plataformas

O salto na produção se deve, em parte, à entrada em operação de quatro novas plataformas de petróleo (FPSO) no pré-sal da Bacia de Santos:
• Almirante Tamandaré (fevereiro)
• Alexandre de Gusmão (maio)
• Bacalhau (outubro)
• Petrobras 78 (dezembro)

Pré-sal domina

• O pré-sal respondeu por quase 80% da produção nacional.
• O pós-sal ficou com 15,45%.
• Campos em terra representaram 4,92%.

Os maiores campos produtores foram: Tupi, Búzios, Mero, Itapu e Jubarte. A Bacia de Santos concentrou 77,8% da produção marítima, seguida pela Bacia de Campos (19,7%).

Estados e Petrobras

• Rio de Janeiro lidera com 87,8% da produção nacional.
• O Espírito Santo assumiu a vice-liderança em 2025, à frente de São Paulo.
• A Petrobras segue como maior produtora: em dezembro, respondeu por 90% da produção total.

Petrobras

Sediada no Rio de Janeiro, a Petrobras é a maior produtora de petróleo e gás do país. Em dezembro, os campos operados pela estatal em consórcio com outras petroleiras ou não responderam por 90,03% da produção nacional. Os campos em que a Petrobras opera sozinha produziram 23,9% da produção nacional em dezembro.

Óleo equivalente

O barril de óleo equivalente (boe) é uma medida que permite somar petróleo e gás natural, convertendo o gás para o mesmo valor energético de um barril de petróleo. A indústria extrativa foi destaque no crescimento da economia: enquanto a produção industrial geral subiu apenas 0,6%, a extrativa avançou 4,9%.

Desempenho

O salto na produção se deve, em parte, à entrada em operação de quatro novas plataformas de petróleo (FPSO) no pré-sal da Bacia de Santos:

• Almirante Tamandaré (fevereiro).

• Alexandre de Gusmão (maio).

• Bacalhau (outubro).

• Petrobras 78 (dezembro).

Pré-sal domina

• O pré-sal respondeu por quase 80% da produção nacional.

• O pós-sal ficou com 15,45%.

• Campos em terra representaram 4,92%.

Os maiores campos produtores foram: Tupi, Búzios, Mero, Itapu e Jubarte. A Bacia de Santos concentrou 77,8% da produção marítima, seguida pela Bacia de Campos (19,7%).

Estados e Petrobras

De acordo com o balanço da ANP, o Rio de Janeiro lidera com 87,8% da produção de petróleo.

O Espírito Santo assumiu a vice-liderança em 2025, à frente de São Paulo.

A Petrobras segue como maior produtora: em dezembro, respondeu por 90% da produção total.

A estatal

Sediada no Rio de Janeiro, a Petrobras é a maior produtora de petróleo e gás do país. Em dezembro, os campos operados pela estatal em consórcio com outras petroleiras ou não responderam por 90,03% da produção nacional. Os campos em que a Petrobras opera sozinha produziram 23,9% da produção em dezembro.